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Crime
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Brasil é condenado por deixar mentor de Marcola em prisão solitária por 4 anos

Terrorista chileno fazia parte de grupo comunista e foi preso após sequestro e cativeiro de Washington Olivetto.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
28/1/2026 17:30
G1

O Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por manter o chileno Mauricio Hernández Norambuena em prisão solitária por mais de quatro anos.

Norambuena ficou conhecido no Brasil pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto e é apontado como mentor de Marcola.

Entre 2002 e 2006, ele cumpriu pena no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em isolamento quase total e tempo ao ar livre reduzido.

A Corte afirmou que regimes de segurança máxima são permitidos, mas só em situações excepcionais, por pouco tempo e com fiscalização rigorosa da Justiça, o que não aconteceu no caso.

Após ser extraditado ao Chile, em 2019, exames médicos apontaram que Norambuena desenvolveu problemas físicos e psicológicos durante o período de isolamento, como: 

  • hipertensão;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • tremores;
  • vertigem;
  • um tumor na garganta.

Essas informações foram apresentadas pela Defensoria Pública da União, que representou o chileno no processo internacional.

Com a condenação, o Brasil terá que pagar uma indenização por danos morais de US$10 mil, equivalente a de R$53 mil, ao detento.

Além disso, o país deverá arcar com os custos do processo, repassando valores ao Fundo de Assistência Jurídica da Corte.

O terrorista chileno que ajudou Marcola: quem é Norabuena?

Ex-militante do Partido Comunista do Chile e integrante da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), Norambuena pegou em armas contra o regime de Pinochet

Ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do senador Jaime Guzmán e sequestro de Cristián Edwards, herdeiro do El Mercurio

No entanto, deixou o presídio em 1996, a bordo de um cesto de pano amarrado a uma corda içada de um helicóptero que sobrevoava as instalações.

Após a fuga, Norambuena veio ao Brasil, onde liderou o sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001.

O sequestro de Washington Olivetto

O empresário foi sequestrado durante uma falsa blitz e foi mantido em cativeiro por 53 dias enquanto os criminosos cobravam R$10 milhões em resgate.

Por todo o período, ele ficou trancado em um quarto de um metro por três sem luz ou janelas. Ele fazia suas necessidades em um balde e foi agredido inúmeras vezes.

Em fevereiro de 2002, o dono da chácara em que os sequestradores estavam desconfiou e entrou em contato com a polícia.

Norabuena foi detido pelas autoridades e cooperou, indicando o local do cativeiro e possibilitando o resgate do publicitário.

Norambuena e Marcola se conheceram na prisão

O guerrilheiro foi preso na penitenciária de Presidente Bernardes, sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Apesar das regras rígidas, ele conseguiu estabelecer contato e criar uma amizade com Marcola.

A influência do terrorista no PCC

A convivência entre os dois teria mudado a estrutura do PCC, que adotou uma forma de organização mais descentralizada.

Com isso, as sintonias, núcleos especializados em funções específicas, passaram a ter mais autonomia e independência para agir.

A Sintonia Geral Final é a última instância da facção, responsável pelas decisões mais importantes, porém outros grupos se dedicam a atividades específicas.

Norambuena também ensinou algumas táticas de terrorismo para a facção. Segundo o Ministério Público de SP, ele teria incentivado o grupo a atacar agências bancárias para “desestabilizar a ordem financeira”.

Um dos conselhos dele era que os atentados acontecessem após o expediente, para não ferir funcionários e causar a antipatia do povo. Esses métodos foram aplicados pelo PCC durante os ataques de 2006.

  • Conheça as origens das principais facções no Brasil com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

Tentativa de fuga

Em 2005, o governo de São Paulo impediu uma tentativa de fuga do presídio, que libertaria Marcola, Norambuena e Fernandinho Beira-Mar.

O plano foi estimado em mais de R$100 milhões e envolvia mercenários estrangeiros, dois helicópteros de guerra, lança-mísseis e metralhadoras.

Na época, a Justiça chegou a parar o aeroporto de Presidente Bernardes por medo de que o plano fosse posto em prática:

"Há enorme preocupação com o aeroporto municipal, pois [fica] muito próximo ao estabelecimento prisional, permitindo logística para atuação de referida organização criminosa", estava escrito no despacho do juíz que determinou a interdição.

A Brasil Paralelo investigou o poder das facções e as causas para a crise de segurança no país.

O resultado foi a série Entre Lobos, uma das principais produções nacionais sobre o tema.

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