EUA comunicam plano de classificar CV e PCC como terroristas mesmo com resistência do Governo Lula
Classificação permite congelar ativos e bloquear finanças das facções.

Em reunião com o presidente do Banco Central, autoridades americanas comunicaram que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital devem ser classificados como organizações terroristas estrangeiras.
O aviso antecipado é tratado como uma "benevolência" ao Brasil. O México, por exemplo, não foi informado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis mexicanos como terroristas.
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Facções podem ser tratadas pelos EUA com mais rigor
A designação de organização terrorista estrangeira, conhecida pela sigla FTO em inglês, aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro americano com mais rigor.
Na prática, permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material às facções.
O efeito direto é criar uma barreira para o uso do sistema bancário global pelo CV e pelo PCC.
O Departamento de Estado argumenta que os dois grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor facilitará a asfixia financeira das organizações.
A movimentação coloca o governo Lula em posição diplomática delicadaO Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve se dar pela cooperação policial, não pela elevação do tema ao nível de ameaça à segurança nacional.
A resistência está na preocupação de que a classificação abra precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia e o setor de turismo.
O governo já havia se posicionado contra uma iniciativa semelhante anterior, quando a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro enviou documentos aos EUA pedindo a inclusão do CV na lista.
Na ocasião, o argumento foi de que as facções não teriam motivações políticas ou ideológicas.
Quem está por trás das tratativas
Segundo o UOL, por trás do avanço da pauta em Washington está Eduardo Bolsonaro.
O ex-deputado teria pedido aos presidentes Javier Milei e Nayib Bukele que apoiassem a iniciativa junto ao governo Trump.
O movimento já está avançado. A documentação foi concluída pelo Departamento de Estado e passou pela avaliação de outras agências americanas.
O processo segue o mesmo padrão adotado com outros grupos da América Latina, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.
As origens do problema
O avanço das facções brasileiras ao radar de Washington mostra a que ponto o problema da segurança pública no país chegou
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