Ex-estagiário no Ministério Público também está sendo investigado por extorquir criminosos.

A polícia prendeu um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP), um policial civil e um ex-agente durante uma operação que investiga o PCC dentro de órgãos públicos.
Segundo o Ministério Público, os três são suspeitos de ajudar a facção em diversas frentes.
Um deles pode ter colaborado com o plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco.
A operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.
A investigação sobre a infiltração começou a ganhar novos contornos em agosto de 2025, quando o Ministério Público descobriu um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho.
Segundo o Gaeco, um dos responsáveis por executar o atentado se reuniu com o então chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas poucos dias antes de uma operação que acabou frustrando o ataque.
O encontro foi registrado em vídeo. Para os promotores, há indícios de que informações sensíveis tenham sido repassadas ao integrante da facção criminosa.
Esses dados poderiam ter ajudado o PCC a monitorar as ações das autoridades e a planejar o atentado contra o promotor responsável pelas investigações.
De acordo com as investigações, o ex-estagiário é uma das peças centrais do esquema.
O Ministério Público afirma que ele teria se infiltrado na Justiça Criminal de Campinas para obter acesso a informações internas e sistemas utilizados pelos promotores.
A partir desse acesso, o suspeito teria utilizado bancos de dados e ferramentas de pesquisa para identificar criminosos com grande capacidade financeira.
Segundo a apuração, essas informações eram usadas para extorquir integrantes da facção.
Em troca de dinheiro, os criminosos receberiam uma suposta proteção contra investigações conduzidas pelo próprio Ministério Público.
Os investigadores acreditam que o ex-estagiário contou com a ajuda de outros agentes públicos para acessar informações sigilosas.
Entre os suspeitos de colaborar com ele estão um policial penal e um ex-policial civil que já havia sido expulso da corporação por envolvimento em outro caso de extorsão.
Esse é mais um exemplo de como o crime organizado tem se infiltrado e enraizado na sociedade brasileira.
Enquanto o poder das facções aumenta, a população vive presa em casa, com medo de ser vítima da crise de violência que assola o país.
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