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PCC infiltrado no Judiciário? Facção recebeu ajuda em plano para matar promotor

Ex-estagiário no Ministério Público também está sendo investigado por extorquir criminosos.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
PCC usou estagiário em plano do PCC para matar promotor
Fonte da imagem: Reprodução

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A polícia prendeu um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP), um policial civil e um ex-agente durante uma operação que investiga o PCC dentro de órgãos públicos.

Segundo o Ministério Público, os três são suspeitos de ajudar a facção em diversas frentes.

Um deles pode ter colaborado com o plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco.

A operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.

Como o PCC teria planejado o atentado

A investigação sobre a infiltração começou a ganhar novos contornos em agosto de 2025, quando o Ministério Público descobriu um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho.

Segundo o Gaeco, um dos responsáveis por executar o atentado se reuniu com o então chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas poucos dias antes de uma operação que acabou frustrando o ataque.

O encontro foi registrado em vídeo. Para os promotores, há indícios de que informações sensíveis tenham sido repassadas ao integrante da facção criminosa.

Esses dados poderiam ter ajudado o PCC a monitorar as ações das autoridades e a planejar o atentado contra o promotor responsável pelas investigações.

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Estagiário extorquiu a facção

De acordo com as investigações, o ex-estagiário é uma das peças centrais do esquema.

O Ministério Público afirma que ele teria se infiltrado na Justiça Criminal de Campinas para obter acesso a informações internas e sistemas utilizados pelos promotores.

A partir desse acesso, o suspeito teria utilizado bancos de dados e ferramentas de pesquisa para identificar criminosos com grande capacidade financeira.

Segundo a apuração, essas informações eram usadas para extorquir integrantes da facção

Em troca de dinheiro, os criminosos receberiam uma suposta proteção contra investigações conduzidas pelo próprio Ministério Público.

Os investigadores acreditam que o ex-estagiário contou com a ajuda de outros agentes públicos para acessar informações sigilosas.

Entre os suspeitos de colaborar com ele estão um policial penal e um ex-policial civil que já havia sido expulso da corporação por envolvimento em outro caso de extorsão.

Esse é mais um exemplo de como o crime organizado tem se infiltrado e enraizado na sociedade brasileira.

Enquanto o poder das facções aumenta, a população vive presa em casa, com medo de ser vítima da crise de violência que assola o país.

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