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Operação descobre ligação PCC, CV e TCP com a Al-Qaeda

Operação descobre ligação entre PCC e CV com a Al-Qaeda

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Policiais durante a operação que encontrou laços entre a facção e a Al-Qaeda
Fonte da imagem: Reprodução

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Uma investigação da polícia carioca que mirava um esquema de lavagem de dinheiro por facções descobriu uma conexão entre os criminosos e a Al-Qaeda.

O esquema movimentou mais de R$100 milhões para algumas das organizações mais perigosas do país: Comando Vermelho, PCC e Terceiro Comando Puro.

Durante a Operação Hawala, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam dez suspeitos e denunciaram outras 22 pessoas por participação no esquema.

Entre os principais alvos está Bárbara Luzia Souza de Carvalho, apontada como uma das responsáveis pela estrutura financeira da organização

Segundo os investigadores, ela administrava empresas que movimentaram dezenas de milhões de reais.

Também foram presos os irmãos Reda Zayoun, Yasser Zayoun e Kassem Zayoun, empresários libaneses suspeitos de colaborar com a circulação nacional e internacional do dinheiro.

Os recursos eram lavado por meio de empresas instaladas em São Paulo, Minas Gerais e na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Foi justamente durante a investigação desse núcleo internacional que surgiu a relação com o grupo terrorista.

Como surgiu a suspeita de ligação com a Al-Qaeda

De acordo com a Polícia Civil, empresas ligadas aos investigados mantinham negócios com um homem sancionado pelo Departamento do Tesouro americano por integrar uma estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

Até o momento, a investigação não afirma que PCC, Comando Vermelho ou Terceiro Comando Puro financiam diretamente a organização terrorista.

No entanto, a extensão da relação entre as organizações será investigada a partir dos documentos, computadores e demais materiais apreendidos durante a operação.

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O papel da Tríplice Fronteira

As investigações identificaram que parte da estrutura atuava na região da Tríplice Fronteira Sul do Brasil, divisa entre o país, Paraguai e Argentina.

A região é monitorada há décadas por concentrar operações financeiras utilizadas por organizações criminosas e grupos extremistas.

Ano passado, o governo americano chegou a oferecer uma recompensa de aproximadamente R$50 milhões por informações do Hezbollah na área.

De acordo com a Polícia Civil, esse núcleo teria ampliado a capacidade de circulação internacional dos recursos investigados.

O crime organizado brasileiro cresceu a ponto de chamar a atenção do mundo e ser classificado como terrorista pelo governo americano. 

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