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51 anos da ascensão de Augusto Pinochet no Chile

O general estabeleceu um regime militar que governou o país durante 17 anos.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
General Pinochet passando em revista às tropas do exército chileno.
Fonte da imagem: Reprodução do Youtube/Uol

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Na manhã do dia 11 de setembro de 1973, o Chile acordou com o início de uma movimentação de tropas contrárias ao governo de Salvador Allende.

Às 11 horas da manhã, o presidente fez seu último pronunciamento no cargo por meio de uma transmissão a rádios simpáticas ao governo. Conclamava o povo a resistir aos militares. 

Allende tentou resistir até o último momento, utilizando um fuzil AK 47 que havia ganhado de presente do ditador cubano Fidel Castro.

Aproximadamente uma hora depois, aviões da força aérea chilena bombardearam a sede do poder no país, o palácio de La Moneda.

Poucos minutos depois, o presidente foi encontrado morto com um tiro na cabeça.  A versão oficial do crime alega que a morte se tratou de um suicídio.

A morte de Allende abriu espaço para uma junta militar assumir o poder. Como comandante, tinha o general Augusto Pinochet.

O governo do general se estabeleceu pelos 17 anos que se seguiram, até um plebiscito ter devolvido a administração do país aos civis. 

Apesar disso, Pinochet não foi o principal organizador do golpe. De fato, o general foi convidado a participar do movimento apenas um dia antes da execução. A resposta do militar, só foi concedida às vésperas da operação.

Organizações de Direitos Humanos acusam o governo Pinochet de ter sido diretamente responsável por 3.225 mortes ao longo de quase duas décadas em que governou o Chile.

O governo Allende

Salvador Allende Gossens foi eleito presidente do país em 1970. Na época, representava uma coalizão de partidos de extrema esquerda conhecida como Unidad Popular (UP).

O plano de governo do presidente prometia o estabelecimento de um regime socialista por meio de reformas econômicas e institucionais. Iriam implementá-lo por meio das vias democráticas. 

O governo seguiu firmemente essa linha, estatizando bancos, minas de cobre e grandes empresas. Essas reformas levaram o país a uma profunda crise econômica.

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