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Com a liderança militar abalada e sob pressão internacional, regime dos aiatolás envia recado a Israel e EUA por canais diplomáticos, pedindo retomada do diálogo.
Após três dias de intensos bombardeios israelenses sobre alvos estratégicos no Irã, incluindo centros de comando e unidades militares de elite, o regime de Teerã começa a dar sinais de que deseja conter a escalada do conflito.
Diante disso, o Irã agora busca uma saída diplomática. Teerã teria enviado mensagens a Washington e a Tel Aviv por meio de intermediários árabes, propondo o reinício das negociações sobre seu programa nuclear.
A negociação teria uma condição: os Estados Unidos devem permanecer fora do conflito armado.
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As mensagens transmitidas pelo Irã sugerem que o governo vê na continuidade da guerra aérea um risco existencial
O objetivo de Teerã é evitar que o poder americano, especialmente suas bombas anti bunker, entre em cena, comprometendo instalações nucleares como a de Fordow, localizada sob uma montanha e protegida contra ataques convencionais.
Ao mesmo tempo, o Irã procura demonstrar moderação: afirmou ser do “interesse comum” conter a violência.
Mas as circunstâncias sugerem que essa tentativa de recuo tem menos a ver com um gesto de paz e mais com uma estratégia para ganhar tempo, reagrupar suas forças e provocar pressões diplomáticas contra Israel.
Do lado israelense, os sinais são de continuidade
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os ataques não cessarão até que o programa nuclear iraniano e seu arsenal balístico estejam completamente desmantelados.
Israel já prepara pelo menos mais duas semanas de ataques. Uma campanha aérea prolongada pode ser necessária para alcançar os objetivos estratégicos, o que levanta temores de uma guerra de desgaste.
O agravamento da crise provocou reações no cenário internacional
O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou diretamente ao Irã para que retome as negociações. Ao mesmo tempo, Arábia Saudita, Omã e Catar têm pressionado os EUA nos bastidores para que freiem os bombardeios israelenses.
Donald Trump, vinha adotando postura hesitante diante da campanha militar, agora apoiou as ações israelenses.
“Acho que é hora de um acordo, mas às vezes eles têm que lutar”, declarou Trump no último domingo.
A preocupação desses países vai além da solidariedade diplomática. A estabilidade energética do Golfo Pérsico está em jogo.
As negociações interrompidas até a semana passada estavam estagnadas por um impasse
O Irã se recusava a interromper o enriquecimento de urânio, mesmo diante das exigências israelenses e americanas.
Para Tel Aviv, essa é a linha vermelha. Israel e os países do Golfo temem que Teerã esteja apenas ganhando tempo para manter seus avanços nucleares e fortalecer suas alianças com milícias armadas na região, como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen.
A ofensiva militar israelense abalou significativamente a estrutura de comando do Irã, mas não foi suficiente para eliminar sua capacidade nuclear. Do outro lado, o regime dos aiatolás parece hesitar entre a resistência e a rendição estratégica.
Enquanto as bombas caem, a diplomacia age nos bastidores, não como expressão de paz, mas como arma tática de guerra.
O desfecho permanece incerto. O que está claro, por ora, é que nenhum dos lados está disposto a ceder sem levar a disputa ao limite.
Entenda a guerra de Israel
A guerra no oriente médio não se limita aos campos de batalha, ela também se desenrola no terreno das narrativas.
Buscando entender o que está por trás dessa guerra, a Brasil Paralelo decidiu ir ao Oriente Médio e ouvir diretamente as pessoas que estão envolvidas.
O resultado dessa investigação é o documentárioFrom the River to the Sea. A produção oferece uma visão ampla, humana e direta do que está em jogo no conflito.
Entenda, pela voz dos próprios envolvidos, o que realmente está acontecendo na região.
Assista agora e entenda:
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