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Tarcísio promete indulto imediato a Bolsonaro se eleito presidente

Governador cobrou que projeto de anistia seja levado ao plenário da Câmara.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bolsonaro e Tarcísio
Fonte da imagem: Andre Penner/AFP

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que seu primeiro ato como presidente seria conceder um indulto a Jair Bolsonaro. 

“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio ao ser questionado sobre a possibilidade de conceder perdão ao ex-presidente.

Que será julgado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe a partir da próxima terça-feira (2).

Apesar da fala, Tarcísio voltou a negar intenção de disputar a presidência em 2026.

“Eu não sou candidato. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do estado. Mas vamos pegar na história recente: o último governador de São Paulo a se tornar presidente foi Jânio Quadros, e antes dele Washington Luís”, declarou.

O governador também disse que não confia na Justiça: “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, afirmou.

Tarcísio defendeu ainda uma anistia para os condenados por tentativa de golpe. Segundo ele, a medida deve ser construída pelo Congresso como uma “solução política”.

“Essa solução não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, disse, citando desde revoltas do período colonial até o movimento de 1964.

Na entrevista, Tarcísio também cobrou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a votação sobre a anistia.

“Os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”, afirmou.

No entanto Motta disse que não há acordo para pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. 

"A presidência da Câmara é inegociável. A negociação feita para retomar os trabalhos não foi vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo", declarou.
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Promessa acontece às vésperas do julgamento de Bolsonaro

A Primeira Turma do STF começa o julgamento nesta terça-feira (2), às 9h. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas.

As acusações

Segundo a PGR, Bolsonaro foi o “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações para anular as eleições e convocar outras. Ele e os demais réus respondem por:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado contra o patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado;

Se condenado por todas as acusações, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, serão julgados:

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil);
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

O grupo é classificado pela Procuradoria-Geral da República como “núcleo 1”, apontado como o mais importante da suposta organização criminosa.

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Como será o julgamento

O relator, ministro Alexandre de Moraes, abrirá a votação. Depois, a PGR terá até duas horas para apresentar seu parecer. Em seguida, a defesa de cada réu terá uma hora para se manifestar.

Após as sustentações, irão votar os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Zanin. A ordem, no entanto, pode ser alterada.

Nos bastidores, advogados de Bolsonaro acreditam que Luiz Fux possa pedir vista, o que interromperia o julgamento e adiaria uma decisão final.

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