Deputado disse que o estado de saúde do ex-presidente é preocupante.

Após quase três meses de espera por autorização, Nikolas Ferreira conseguiu se encontrar com Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
O encontro precisou ser autorizado com antecedência pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ao deixar a residência, Nikolas relatou à imprensa que o ex-presidente enfrenta um quadro de saúde frágil, agravado por crises intensas de soluço e noites sem dormir:
“Ele está com uma crise forte de soluço e praticamente não dormiu esta noite. Se for para a cadeia, terá dificuldade de permanecer vivo”, declarou.
Nikolas afirmou que a prisão está sendo motivada por questões políticas e afirmou que há “alguém querendo que ele morra”.
O deputado disse ter se reunido também com os filhos de Bolsonaro, Flávio e Carlos, durante o almoço, e levou doces mineiros como gesto de apoio.
Desde sua condenação a 27 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, a defesa tem insistido em mantê-lo em prisão domiciliar por razões médicas e humanitárias.
O ex-presidente encaminhou ao STF um dossiê com diversos laudos médicos detalhando as doenças de Bolsonaro. Entre elas, estão:
O documento também aponta que Bolsonaro apresenta risco clínico elevado e necessidade de cuidado intensivo.
Como base jurídica, os advogados citam o artigo 318 do Código de Processo Penal e precedentes como a prisão domiciliar concedida a Fernando Collor.
Bolsonaro já teve um primeiro recurso negado por Moraes. O processo ainda está em fase de recursos, mas aliados consideram a prisão em regime fechado uma possibilidade.
Enquanto isso, ele tem recebido visitas autorizadas de aliados políticos, os próximos que deverão encontrá-lo são:
26/11 – Cláudio Castro (PL-RJ), governador do Rio de Janeiro
1/12 – Deputado Guilherme Derrite (PP-SP)
9/12 – Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás
11/12 – Deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS)
20/12 – Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo
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