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Veja quais produtos ficarão de fora do tarifaço de Donald Trump

Nova tarifa de 50% exclui aeronaves, combustíveis, veículos e outros itens estratégicos das exportações brasileiras.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Donald Trump
Fonte da imagem: History

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O governo dos Estados Unidos oficializou a nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi assinada pelo presidente Donald Trump por meio de uma ordem executiva.

O documento também declara estado de emergência nacional, citando supostas ameaças vindas do Brasil.

Apesar do impacto esperado sobre as exportações, a Casa Branca divulgou uma longa lista de exceções.

A tarifa extra de 40%, somada ao imposto já existente de 10%, não será aplicada a diversos itens estratégicos. Entre eles estão aeronaves, combustíveis, veículos e fertilizantes.

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Produtos isentos da nova tarifa

Segundo o decreto, os seguintes produtos brasileiros continuarão entrando nos EUA sem a tarifa adicional:

  •  Aeronaves civis e peças: motores, pneus, tubos, simuladores e sistemas de voo.
  • Veículos de passageiros: como sedans, SUVs, vans e caminhões leves, incluindo peças.
  • Metais industriais: itens específicos de ferro, aço, alumínio, cobre e derivados.
  • Fertilizantes: insumos amplamente usados na agricultura nacional.
  • Itens agrícolas e florestais: suco de laranja, castanha-do-brasil, madeira tropical, mica, sisal.
  • Minerais e metais especiais: silício, ferro-gusa, alumina, ouro, prata, ferronióbio, ferroníquel.
  • Combustíveis e energia: petróleo, carvão, gás natural, óleos, parafina, eletricidade.
  • Bens retornados: produtos enviados aos EUA para conserto ou modificação.
  • Em trânsito: mercadorias embarcadas antes da vigência da medida, desde que cheguem até 5 de outubro.
  • Uso pessoal: itens na bagagem de passageiros.
  • Doações e cultura: alimentos, roupas e remédios destinados a ajuda humanitária, além de livros, filmes, jornais e obras de arte.
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Por que a tarifa foi imposta?

Segundo o governo americano, o Brasil esta promovendo práticas que ameaçam a segurança dos EUA. Entre essas práticas estão: perseguição política a opositores, censura a plataformas digitais e violações de direitos fundamentais.

A ordem menciona diretamente o ministro Alexandre de Moraes acusando-o de forçar empresas americanas a modificar suas políticas e entregar dados de usuários.

Também cita o caso do comentarista Paulo Figueiredo, residente nos EUA, que estaria sendo processado criminalmente por declarações feitas fora do Brasil.

A medida ocorre no mesmo mês em que a administração Trump aplicou sanções ao ministro Moraes com base na Lei Magnitsky. No dia 18 de julho, os EUA também anunciaram o cancelamento dos vistos de Moraes, seus familiares e aliados no STF.

Segundo a Casa Branca, o aumento tarifário é uma resposta à postura do governo brasileiro, que, segundo o texto oficial, “enfraquece a democracia e os direitos civis”.

A nova tarifa entra em vigor no dia 6 de agosto.

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