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Impacto da morte de Nasrallah é maior do que a de Bin Laden

Líderes de algumas das principais nações do mundo se manifestaram após a morte do líder do Hezbollah.

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Redação Brasil Paralelo
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Clérigo xiita segurando um cartaz onde se lê "atravessaram a linha vermelha" e uma foto de Nasrallah.
Fonte da imagem: Atta Kenare/AFP

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A morte do terrorista foi confirmada pelo grupo durante o sábado. O ataque, porém, se deu no dia anterior. 

Analistas têm afirmado que a morte do líder do Hezbollah, uma das milícias mais poderosas do mundo, pode ter impactos mais profundos do que outras figuras do Oriente Médio, como Osaba Bin Laden.

Após a morte de Hassan Nasrallah, líderes mundiais comentaram o ocorrido e falaram sobre a guerra no Líbano.

Israel

A reação de Netanyahu, primeiro-ministro israelense, foi destacar a importância do ocorrido para os esforços de guerra no Líbano:

"A eliminação de Nasrallah é uma condição necessária para atingir os objetivos que estabelecemos, devolver os moradores do norte a suas casas".

O primeiro-ministro também aproveitou o momento para demonstrar solidariedade aos inimigos do regime iraniano e ao povo daquele país:

"Todos aqueles que se opõem ao eixo do mal, todos aqueles que gemem sob a tirania violenta do Irã e seus representantes no Líbano, na Síria, no próprio Irã e em outros lugares estão cheios de esperança hoje. Eu digo aos cidadãos desses países: Israel está com vocês."
  • Para saber mais sobre a guerra entre Israel e Hamas assista ao documentário original From the River to the Sea, que estreia internacionalmente no dia 7 de outubro.

Irã

O ministro da inteligência iraniana, Esmaeil Khatib, por outro lado, afirmou que os aliados do país vingarão a morte do terrorista:

"O eixo da resistência irá vingar-se de Nasrallah, libertando Jerusalém e destruindo a entidade sionista"

O ministro das relações exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país persa está preparado para combater as forças armadas israelenses:

"O Irã está determinado a defender sua segurança e confrontar as ações malignas da entidade sionista"

O governo iraniano pediu a realização de uma reunião de emergência sobre a morte do terrorista na Organização de Cooperação Islâmica, bloco de países muçulmanos unidos para fazer pressão internacional.

O presidente do país xiita, Massoud Pezeshkian, também se reuniu com o representante do Hezbollah no Irã.

O Aiatolá Ali Khamenei, ditador do país, afirmou "apoiar o povo do Líbano e o orgulhoso Hezbollah com quaisquer meios que tenham e auxiliá-los a confrontar o regime perverso [de Israel]"

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EUA

O presidente americano, Joe Biden, demonstrou apoio a Israel, se referindo à morte de Nasrallah como "questão de justiça".

O presidente americano fez questão de lembrar que o ocorrido está ligado a um contexto maior, que inclui o apoio do Hezbollah ao grupo terrorista Hamas logo após o atentado terrorista de 7 de outubro de 2023:

"Nasrallah, no dia seguinte, tomou a decisão fatídica de unir forças com o Hamas e abrir o que ele chamou de 'frente norte' contra Israel"

Rússia

O ministro das relações exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou que o ataque demonstra que Israel não está comprometido com a busca da paz na região:

"Não vejo nenhum desejo por parte de Israel em implementar quaisquer planos de paz."

O Kremlin também emitiu uma nota oficial, onde afirmou que a morte do terrorista pode levar a uma guerra total na região:

"O risco de uma grande guerra no Oriente Médio após o assassinato do Secretário-Geral do Hezbollah é muito alto."

A nota também condenou os bombardeios no Líbano e afirmou que os ataques israelenses estão causando um grande desastre humanitário no país:

"O bombardeio indiscriminado de áreas residenciais no Líbano levou a um desastre humanitário semelhante ao de Gaza".

França

O governo francês também esboçou preocupação sobre a morte do líder terrorista e os bombardeios no Líbano.

O ministério das Relações Exteriores do país complementou sua nota oficial pedindo pelo fim do conflito e se posicionando de forma contrária a ataques a alvos civis e a uma eventual ocupação terrestre do país árabe:

"A França apela ao fim imediato dos ataques israelenses no Líbano e condena qualquer ação indiscriminada contra civis e opõe-se a qualquer ação terrestre no Líbano".

Autoridade Nacional Palestina

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, grupo que administra a região da Cisjordânia desde a década de 1990, deu oficialmente suas condolências ao povo libanês:

"O Presidente estendeu suas sinceras condolências ao governo libanês e ao povo irmão do Líbano pelas mortes de civis resultantes da agressão israelense em curso."
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