Mudança acontece às vésperas da visita de Ahmad Sharaa à Casa Branca.
.jpg&w=3840&q=75)
O Conselho de Segurança da ONU aprovou a retirada de Ahmad al-Sharaa, presidente sírio, da lista de sancionados por ligações com a Al-Qaeda.
A proposta foi feita pelos EUA e recebeu 14 votos favoráveis. Apenas a China se absteve da votação.
A resolução também beneficia o ministro do Interior sírio, Anas Khattab, e acontece às vésperas da visita oficial de Sharaa à Casa Branca. O encontro com Trump está marcado para a próxima segunda-feira (10).
A viagem ocorre meses depois de Sharaa discursar na Assembleia Geral da ONU. Ele foi o primeiro líder sírio a falar na organização em mais de há mais de 57 anos.
O Conselho de Segurança da ONU havia imposto sanções contra membros do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), milícia islâmica que rompeu com a Al-Qaeda em 2016.
O grupo liderado por Sharaa foi retirado da lista de grupos terroristas dos EUA em julho.
Ainda assim, diversas lideranças estavam proibidas de viajar, tinham bens congelados e eram alvos de embargos de armas.
O enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, afirmou que a resolução “envia um sinal forte de que a Síria está em nova era”.
Já o representante da China criticou o processo de votação e acusou Washington de forçar o Conselho a agir sem consenso.
Ontem (6), Ahmad Sharaa foi recebido por Lula na chegada dos líderes para a COP30, que acontece em Belém.
O encontro ocorreu em Belém (PA), com a chegada dos líderes para a COP30. Os dois trocaram palavras breves, com o auxílio de um intérprete, antes de posarem para a foto oficial.
Entenda o que esse evento representa e quais os problemas com a organização no especial da Brasil Paralelo. Clique aqui para assistir.
Ahmad al‑Sharaa foi o principal comandante da Frente al‑Nusra, braço da Al‑Qaeda na Síria durante a guerra civil.
Em 2016, rompeu formalmente com a rede terrorista e liderou a criação do Hay’at Tahrir al‑Sham (HTS), uma com discurso mais nacionalista, mas ainda classificada como terrorista por diversos países.
Após anos de conflito, o HTS derrubou o regime de Bashar al‑Assad em dezembro de 2024.
Desde então, Sharaa comanda a Síria como presidente interino. O novo regime é acusado de ataques contra minorías étnicas e religiosas, principalmente os drusos.
Em julho, Israel bombardeou o Ministério da Defesa em Damasco como forma de exigir o fim dos massacres contra esse grupo.
Apesar das acusações, al-Sharaa tem conseguido inserir a Síria no plano internacional, sendo bem recebido por líderes ocidentais como Donald Trump.
Após viagem para o Oriente Médio, o presidente americano derrubou as sanções econômicas contra a Síria.
Ele chegou a chamar o novo presidente de “atraente” e “durão” e falou que daria "uma chance de grandeza" ao país. A União Europeia e o Reino Unido também aliviaram as sanções contra o país.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.