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Internacional
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Emirados Árabes cortam bolsas para estudantes irem ao Reino Unido por medo de radicalização islâmica

Presença da Irmandade Muçulmana em território britânico também pode ter motivado a decisão.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
9/1/2026 21:59
The Guardian

O governo dos Emirados Árabes Unidos mantém um programa de bolsas para cidadãos estudarem fora. Na lista de instituições que podem ser escolhidas pelos beneficiados estão universidades em nações como: EUA, Israel, França e até Austrália.

No entanto, o Reino Unido, país que abriga instituições como Oxford e Cambridge, ficou de fora das opções na lista de junho de 2025.

O motivo para a exclusão é que a monarquia muçulmana teme que seus cidadãos sejam recrutados por grupos radicais islâmicos, ao menos é o que afirmam pessoas ouvidas pelo Financial Times.

Uma das fontes conta que as autoridades britânicas questionaram por que o país ficou de fora do programa:

Eles não querem que seus filhos sejam radicalizados no campus”, relatou.

Apenas entre 2023 e 2024, cerca de 70 estudantes que foram para o Reino Unido foram denunciados para o programa de desradicalização quando voltaram.

Segundo as autoridades, essas pessoas apresentavam sinais de “radicalização islâmica”. O número é quase o dobro do registrado no ano anterior.

O país tem se esforçado em vigiar e reprimir movimentos islâmicos radicais desde a Primavera Árabe, que começou em 2011.

Um acadêmico do país europeu entrevistado pelo Financial Times chegou a alegar que a presença de grupos islâmicos nos campus universitários não é tão forte.

Ainda assim, ele reconheceu que a guerra entre Israel e o Hamas foi um fator desestabilizador nas instituições do país.

A Brasil Paralelo investigou como as universidades se tornaram terrenos férteis para ideias radicais em nosso país e no mundo com a trilogia Unitopia. Clique aqui e assista ao primeiro episódio.

Emirados Árabes pressionam Reino Unido a banir a Irmandade Muçulmana

Outro fator do país ter tomado essa decisão pode ter sido a abordagem do governo britânico com relação à Irmandade Muçulmana.

Os Emirados têm pressionado o Reino Unido a banir o grupo. O governo britânico afirma que monitora a organização, mas não a proíbe.

A Irmandade Muçulmana é um dos grupos políticos mais influêntes no mundo islâmico. Criada no Cairo, chegou a ter influência em diversas regiões.

Apesar de se dizer pacífica, a irmandade está ligada à raíz de grupos terroristas, como o Hamas, e é considerada uma ameaça por diversos governos, chegando a ser banida em países como:

  • Egito;
  • Arábia Saudita; 
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Bahrein;
  • Jordânia; 
  • Rússia.

Reino Unido critica proibição de bolsas

Autoridades britânicas afirmam que não estava claro qual era a extensão da proibição de bolsas, alegando que alguns militares ainda estudavam no país.

Além disso, filhos de famílias ricas dos Emirados também continuam matriculados em instituições inglesas.

Em resposta, as autoridades dos Emirados afirmaram que o país não reconhece os diplomas de universidades que não estão na lista.

Apesar da tensão, diversas instituições de prestígio no Reino Unido mantém campus abertos nos Emirados Árabes Unidos.

Em resposta à essa situação, autoridades bretãs têm defendido a liberdade de pensamento nas universidades.

O gabinete do primeiro-ministro chegou a se pronunciar, dizendo que “todas as formas de extremismo não têm absolutamente nenhum lugar em nossa sociedade, e iremos combatê-las onde quer que sejam encontradas. Oferecemos um dos melhores sistemas educacionais do mundo e mantemos medidas rigorosas de bem-estar estudantil e de segurança nos campus.”

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