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Como os pagers do Hezbollah explodiram?

Um ex-militar afirma que os dispositivos podem ter sido transformados em bombas-relógio.

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Redação Brasil Paralelo
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Após pagers explodirem, pessoas se aglomeram em busca de notícias de entes queridos.
Fonte da imagem: Reprodução Youtube

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As explosões em massa da última terça-feira,17, no Líbano, podem ter sido provocadas por chips de lítio acoplados às baterias de pagers. Os dispositivos eram usados pelos terroristas do Hezbollah para comunicação. O episódio já provocou a morte de 12 e feriu outros 2.800. 

Um ex-membro do Exército Britânico, que preferiu não se identificar, explicou à BBC como tudo pode ter acontecido. Sua hipótese é que chips de lítio explosivo foram implantados em um lote de dispositivos. 

Cada chip provavelmente continha de 10 a 20 gramas da substância. Quando esse lítio entrou em contato com a bateria, o equipamento explodiu. 

Tudo foi acionado de forma remota. Quando os pagers recebiam uma mensagem específica, o lítio explosivo era ativado, provocando a explosão. O ex-militar também alertou que a tecnologia pode não ser detectada por sistemas de segurança sofistificados, como os de aeroportos. 

Caso isso tenha realmente acontecido, a nova tecnologia acende alerta na prevenção de novos ataques terroristas. 

Por que pagers?

Os pagers foram muito populares nos anos 1980 e 1990, quando os celulares não eram acessíveis. 

Esses dispositivos funcionam como uma espécie de caixa postal portátil.

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Fonte: Pinterest

Os terroristas preferem esses equipamentos aos smartphones porque eles são menos rastreáveis. Trata-se de uma maneira de receber recados através de mensagens curtas. 

Um porta-voz do Hezbollah informou que irá se concentrar em achar uma nova forma de se comunicar com seus membros. 

Os líderes terroristas afirmam que o ataque partiu de Israel, que até o momento não assumiu a autoria do ataque.  

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Novos ataques 

Um dia após o incidente no Líbano, novas explosões foram registradas na Síria. De acordo com o ministro da Saúde do país, pelo menos 450 pessoas ficaram feridas neste segundo ataque. 

O episódio intensifica as tensões entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah. A guerra começou há quase um ano, quando um ataque terrorista atingiu o país judeu. Ao que parece, o conflito ainda está longe de acabar.

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