Declarações sobre Taiwan desencadeiam crise diplomática e exercícios militares chineses.

O governo japonês emitiu um alerta de segurança para cidadãos residentes ou em viagem à China, recomendando cautela redobrada e que evitem locais com aglomerações.
"Prestem atenção ao seu entorno e evitem, na medida do possível, praças onde se reúnem grandes multidões ou locais que possam ser frequentados por muitos japoneses", está escrito no alerta emitido pela embaixada japonesa em Pequim.
A orientação inclui evitar andar sozinho e redobrar a atenção com crianças, além de respeitar os costumes locais e ter cuidado nas interações.
O porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, justificou o alerta “com base em uma avaliação minuciosa da situação política, incluindo a situação de segurança no país ou região em questão, bem como as condições sociais”.
A medida, anunciada nesta semana, surge em um momento de alta tensão diplomática entre os dois países.
O epicentro da crise está nas declarações da nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.
No início do mês, ela afirmou ao Parlamento que uma invasão chinesa a Taiwan poderia ameaçar a sobrevivência do Japão, justificando uma resposta militar baseada no princípio da "legítima defesa coletiva".
A China reagiu com fúria. A porta-voz da chancelaria, Mao Ning, classificou as falas como "errôneas" e "violações graves" do direito internacional.
Além disso, ela exigiu uma retratação e chegou a ameaçar o Japão, dizendo que poderiam haver "graves consequências" econômicas e diplomáticas.
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Em meio à tensão com o Japão, as forças armadas chinesas iniciaram exercícios com fogo real no Mar Amarelo, proibindo a navegação civil em uma vasta área para "prevenir incidentes".
Paralelamente, navios da guarda costeira chinesa navegaram perto das disputadas Ilhas Senkaku, controladas pelo Japão.
Em meio a esse cenário, o embaixador americano em Tokyo, George Glass, reafirmou o compromisso de seu país com a segurança japonesa durante uma entrevista coletiva:
"Caso alguém ainda tivesse dúvidas, os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com a defesa do Japão, o que inclui as Ilhas Senkaku".
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA têm uma forte presença no Japão. O país é a nação que abriga mais bases militares americanas no exterior.
Além disso, os EUA são signatários do Tratado de Cooperação Mútua e Segurança, que formaliza a proteção do Japão.
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