Mundo5 min de leitura

Fim da guerra na Ucrânia? Entenda o que falta para a paz na região

Trump e Zelensky dizem que acordo de paz está próximo após reunião.

Por
Redação
Publicado em
Trump e Zelensky em reunião na qual discutiram os termos de paz com a Rússia.
Fonte da imagem: Los Angeles Times

Receba notícias gratuitamente em seu email

Volodymyr Zelensky viajou à Flórida para se encontrar com Trump em seu resort particular, Mar‑a‑Lago. Lá, os dois falaram sobre as negociações de um plano de paz para encerrar a guerra com a Rússia

Após mais de duas horas de conversa, os líderes disseram que estão próximos de um acordo, embora reconheceram que ainda restam pontos sensíveis.

Em uma coletiva após o encontro, Trump afirmou que os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “muito progresso” e que o plano de paz revisado está 95% concluído

Ele elogiou o trabalho de Zelensky e disse que a Rússia também quer o fim do conflito, embora tenha deixado claro que ainda existem questões complexas a serem discutidas.

Zelensky ressaltou que a prioridade é alcançar a paz, mas sem sacrificar os princípios legais e constitucionais da Ucrânia

Eles não deram prazos para a assinatura de um acordo, mas indicaram que suas equipes continuarão trabalhando nos detalhes nas próximas semanas.

Conheça o lado pouco comentado do presidente ucraniano com o especial A Face Oculta de Zelensky. Clique aqui para assistir

Líderes europeus participaram da conversa por telefone, entre eles estavam:

  • Emmanuel Macron (França);
  • Keir Starmer (Reino Unido);
  • Friedrich Merz (Alemanha);
  • Giorgia Meloni (Itália);
  • Karol Nawrocki (Polônia);​
  • Jonas Gahr Støre (Noruega);
  • Alexander Stubb (Finlândia);
  • Ursula von der der Leyen (Comissão Europeia).

Antes da conversa com Zelensky, Trump falou por mais de uma hora por telefone com Putin, ele não deu detalhes, mas classificou a ligação como “muito produtiva”. 

"A Rússia quer ver a Ucrânia prosperar… O presidente Putin foi muito generoso em seus sentimentos em relação ao sucesso da Ucrânia, inclusive fornecendo energia... a preços muito baixos", disse Trump a repórteres.

Quais os pontos mais difíceis nas negociações de paz?

Território no leste da Ucrânia

Um dos maiores entraves nas negociações é a disputa pelo controle territorial, em especial a região leste de Donbas, que inclui as províncias de Donetsk e Luhansk

O plano americano propôs que parte dessa área seja transformada em uma zona econômica desmilitarizada, na qual forças ucranianas e russas poderiam atuar

Zelensky afirmou que poderia aceitar o plano, caso as forças russas deixassem a região e houvesse um plebiscito com os moradores locais.

A Rússia tem insistido que Kiev entregue o território, um ponto que a liderança ucraniana rejeita, citando sua constituição e a necessidade de respeitar a soberania nacional. 

Trump reconheceu que o Donbas continua “não resolvido”, mas afirmou que está “mais perto” de um entendimento, embora sem detalhes concretos.

Garantias de segurança e futuro militar

Outro ponto central é a segurança da Ucrânia após a guerra. Zelensky disse que seu país recebeu uma oferta de garantias de segurança por 15 anos dos EUA

"Eu disse a ele [Trump] que gostaríamos muito de considerar a possibilidade de 30, 40 ou 50 anos", afirmou Zelensky

Detalhes específicos sobre como essas garantias seriam implementadas ainda não foram tornados públicos.

Líderes europeus propuseram a criação de uma força multinacional para ajudar a proteger a Ucrânia, incluindo apoio à reconstrução das forças armadas, defesa do espaço aéreo e proteção marítima. 

Usina nuclear de Zaporizhzhia e outras questões sensíveis

Além de Donbass e das garantias de segurança, as negociações esbarram na situação da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa.

Atualmente, as instalações estão sob controle russo. O plano americano propõe uma administração compartilhada entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, com fins comerciais.

A guerra na Ucrânia é fruto de tensões geopolíticas que tem acontecido desde o início do século XXI.

A Brasil Paralelo investigou as mudanças internacionais pelas quais o mundo vem passando na trilogia O Fim das Nações. Assista ao primeiro episódio completo abaixo:

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico

Leia essa e todas as outras notícias de graça