Atualidades5 min de leitura

Guerra entre Israel e Irã já causou mais de 230 mortes

Ataques aéreos, mísseis e explosões marcaram o terceiro dia do confronto mais violento entre os dois países nas últimas décadas.

Por
Redação
Publicado em
Ataques aéreos, mísseis e explosões marcaram o terceiro dia do confronto mais violento entre os dois países nas últimas décadas.
Fonte da imagem: Gideon Markowicz/Reuters

Receba notícias gratuitamente em seu email

A guerra entre Israel e Irã foi retomada neste domingo (15), alcançando um novo patamar de destruição e violência. Em três dias de confronto direto, cerca de 238 pessoas morreram e outras 1.500 ficaram feridas, a maioria civis.

Os bombardeios israelenses tiveram como alvo centros militares, prédios residenciais e instalações nucleares em Teerã, incluindo a sede do Ministério da Defesa e bases da Guarda Revolucionária Islâmica.

  • Pelo menos 224 iranianos morreram, segundo o Ministério da Saúde local.
  • Grupos independentes falam em mais de 400 mortos e 654 feridos, com 90% das vítimas sendo civis, de acordo com relatos da Associated Press.

Entre os mortos estão figuras centrais do regime iraniano:

  • Mohamad Kazemi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária
  • Hassan Mohaqeq, vice-chefe da inteligência
  • General Mohsen Baqeri, comandante militar de alto escalão
  • Além de cientistas, engenheiros e civis.

Cinco carros-bomba explodiram em Teerã, deixando um rastro de destruição em bairros densamente povoados. A tensão levou a população a formar filas em postos de gasolina, temendo desabastecimento.

Em nota, Israel justificou os ataques como:

“Preventivo, preciso e combinado, baseado em inteligência de alta qualidade, contra o programa nuclear do Irã, em resposta à contínua agressão do regime iraniano contra Israel”.
  • Gostaria de receber as principais notícias do dia diretamente em seu E-mail, todos os dias e de graça? Assine o Resumo BP, a newsletter de jornalismo da Brasil Paralelo. Clique aqui e aproveite.

Irã reage com mísseis contra alvos civis em Israel

Após prometer uma resposta “amarga e dolorosa”, o Irã lançou, nos últimos dias, diversas ondas de mísseis e drones contra Israel. Os alvos atingidos incluíram edifícios residenciais em Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, e em Tamra, ao norte do país.

Ao menos 14 israelenses morreram, incluindo mulheres e crianças, e 100 ficaram feridos, segundo autoridades locais. O governo de Benjamin Netanyahu afirma que a maioria dos projéteis foi interceptada antes de atingir território israelense.

Netanyahu visitou as áreas atingidas e prometeu uma resposta “implacável”. Segundo ele, os ataques representam “assassinato premeditado de civis”, e o Irã pagará um “preço muito alto”.

O premiê também agradeceu o apoio do presidente Donald Trump, afirmando estar “plenamente coordenado” com os Estados Unidos.

[LEADS] Brasil Evangélico

O conflito atual já é considerado o mais feroz entre Israel e Irã em décadas

A intensidade dos ataques e o envolvimento de líderes de alto escalão indicam que a guerra entrou em uma nova etapa, com grande risco de desestabilizar toda a região.

O espaço aéreo israelense continua fechado e há temor crescente de que a escalada envolva outras potências, direta ou indiretamente. 

Nos bastidores, os Estados Unidos,aliados de Israel, mantém suas tropas em alerta e auxiliam na interceptação de mísseis. Embora neguem envolvimento direto na ofensiva, o presidente Trump afirmou ter ciência do ataque.

Enquanto isso, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Israel enfrentará um “destino amargo e doloroso”. Segundo ele, os ataques atingiram centros residenciais, revelando a “natureza perversa” do Estado judeu.

A guerra está apenas no começo e já cobra um preço elevado em vidas e estabilidade.

Entenda a guerra de Israel

A guerra no Oriente Médio não se limita aos campos de batalha, ela também se desenrola no terreno das narrativas

Buscando entender o que está por trás dessa guerra, a Brasil Paralelo decidiu ir ao Oriente Médio e ouvir diretamente as pessoas que estão envolvidas.

O resultado dessa investigação é o documentário From the River to the Sea. A produção oferece uma visão ampla, humana e direta do que está em jogo no conflito.

Entenda, pela voz dos próprios envolvidos, o que realmente está acontecendo na região.

Assista agora e entenda:

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico