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Reino Unido e União Europeia fazem acordo polêmico 5 anos depois do Brexit

Primeiro-ministro britânico e presidente da Comissão Europeia chamaram mudança de "nova era".

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Redação Brasil Paralelo
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Primeiro-ministro Britânico ao lado de presidente da Comissão Europeia
Fonte da imagem: Times Brasil

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O Reino Unido e a União Europeia (UE) fecharam o primeiro acordo de cooperação desde que os britânicos saíram do bloco, há cerca de cinco anos. 

Durante uma cúpula em Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram a mudança. 

"É hora de olhar para frente, deixar para trás os velhos debates e brigas políticas para encontrar soluções práticas", declarou Starmer.

Ursula ressaltou a importância da união em "tempos de crescimento de tensões geopolíticas". 

Acordo poderá afetar diversas áreas

O novo acordo visa destravar entraves e promover a cooperação em diversas frentes. Entre as principais medidas acertadas, estão:

  • comércio e agricultura: haverá uma redução da burocracia para empresas britânicas que exportam alimentos e bebidas para a UE, com a remoção de alguns controles de rotina sobre produtos de origem animal e vegetal. O objetivo é criar uma "área sanitária e fitossanitária comum".
  • pesca: o novo acordo garante acesso de barcos de pesca da UE e do Reino Unido às respectivas águas territoriais até 2038.
  • energia: O mercado de eletricidade da União Europeia será aberto ao Reino Unido.
  • segurança e defesa: O Reino Unido terá acesso a um programa de defesa europeu, permitindo que empresas britânicas participem de licitações para contratos de segurança.
  • mobilidade de jovens: Será criado um novo regime de mobilidade que permitirá a jovens de até 30 anos estudar, trabalhar ou realizar voluntariado no Reino Unido e nos países da UE por um período limitado.
  • facilitação de viagens: cidadãos britânicos poderão voltar a usar os portões eletrônicos nos aeroportos europeus ao viajar a turismo, agilizando sua entrada nos países do bloco.

Acordo sofre oposição dentro do Reino Unido

Apesar do tom otimista dos líderes na cúpula de Londres, o novo acordo já enfrenta resistência interna no Reino Unido

Nigel Farage, líder do partido Reform UK, classificou o pacto como uma "rendição abjeta a Bruxelas". 

Ele também falou sobre os impactos da medida para a indústria pesqueira do Reino Unido:

Os trabalhistas realmente venderam nossa indústria pesqueira, tudo em nome de laços mais estreitos com uma união política cada vez menor.” Escreveu em uma publicação do X.

A líder da oposição no Reino Unido, Kemi Badenoch, afirmou criticou a negociação e disse que o acordo traí os interesses nacionais:

Esta foi uma negociação amadora desde o início, terminando em uma traição total.”

O ex-primeiro-ministro Boris Johnson também criticou a proposta, afirmando que o Reino Unido terá que aceitar as leis da UE em diversas áreas, como padrões alimentares e comércio de emissões.

Ele também destacou que o país não terá poder de voto ou influência sobre essas regulamentações.

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O que foi o Brexit?

O termo Brexit foi criado pelo advogado Peter Wilding em 2012, quando os debates sobre a saída do Reino Unido da UE ganhavam força.

Wilding misturou a palavra britain, em referência à Grã-Bretanha, com a palavra exit, que significa saída em inglês.

Em 2016, o governo do Reino Unido fez um plebiscito para decidir se o país continuaria a fazer parte da União Europeia.

O resultado do plebiscito foi 51,89% dos votos válidos pela saída, enquanto a permanência obteve 48,11%.

Essa votação deu início a um processo político complicado que só se concretizou em janeiro de 2020.

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