Maduro quer banir o X na Venezuela
O ditador do país alega que a decisão é uma retaliação ao dono da rede social.

A Venezuela entrou para o grupo de países que baniram o X, antigo twitter.
- Irã, China, Coreia do Norte, Mianmar, Turcomenistão e Rússia hoje impossibilitam seus cidadãos de acessar a rede social de Elon Musk.
Todas essas nações têm em comum o fato de serem governadas por líderes autoritários.
O bloqueio foi anunciado pelo ditador Nicolás Maduro, que desde a semana passada reivindica a vitória nas eleições do dia 28 de julho. A informação foi divulgada pela AFP.
Maduro disse em um comício que o X, seria "retirado de circulação" pela estatal responsável pelas telecomunicações. Na ocasião, ele não deu detalhes sobre como a suspensão funcionaria.
A atitude seria uma retaliação a Musk. Maduro acusa o bilionário de “incitar o ódio e o facismo na Venezuela”.
"Ninguém vai me silenciar, vou enfrentar a espionagem do império tecnológico", afirmou o presidente venezuelano.
Procurado pelo portal Brasil Paralelo, o X não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.
Mais cidadãos podem embora
A líder da oposição, María Corina Machado, teme que, se Maduro persistir em ocupar a presidência, o país vai enfrentar uma onda de migração sem precedentes. A declaração foi dada via videoconferência com jornalistas mexicanos.
Segundo dados da ONU, mais de sete milhões de venezuelanos fugiram do país desde que o ditador assumiu o poder, em 2018. A crise econômica é histórica, com uma queda de 80% no PIB.
Veja alguns fatos que ocorreram após o ditador, Nicolás Maduro, ser proclamado vencedor nas eleições:
- Prisão de líderes da oposição: autoridades do partido de oposição declararam que líderes do partido foram presos pelo regime.
- Protestos e mortes: pessoas foram às ruas para protestar contra a decisão do CNE. Dois manifestantes e dois policiais morreram.
- Prisões em Massa: até o último comunicado, a ditadura prendeu 2.200 pessoas.
O bloqueio do X no país irá gerar resultados junto à comunidade internacional. Conforme os indícios, não há perspectiva de que as tensões na Venezuela cessem em um futuro próximo.
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