O governo venezuelano não apenas conviveu com a corrupção e o narcotráfico, mas estava diretamente envolvido nessas atividades.
O jornalista exilado Rafael Valera conta que o regime chavista operou um esquema criminoso usando programas sociais, empresas de fachada e bancos estrangeiros como ferramenta de poder.
O centro do esquema foi o programa CLAP, a sigla servia para Comitês Locais de Abastecimento e Produção.
Oficialmente, trata-se de uma política social para distribuir alimentos subsidiados à população pobre em meio à crise, mas na prática funcionava como uma forma de manter o povo sob controle.
“As caixas de comida não eram universais. Elas iam para um setor específico da população, comprometido com o partido de governo”, disse Valera.
A comida passou a ser usada como instrumento de controle político, chegando aos aliados do governo ao invés de toda a população:
“O regime decidiu importar alimentos para abastecer apenas seus nichos de apoio político.”
O responsável pelo CLAP era Fredy Bernal, aliado histórico de Hugo Chávez e um dos principais líderes das milícias conhecidas como coletivos.
Para importar os alimentos, o governo contou com o apoio dos empresários colombianos Saab e Álvaro Pulido. Eles mantinham negócios com o regime desde 2009.
Os dois já haviam firmado contratos superfaturados em outras áreas, como habitação popular. Com o CLAP, montaram uma estrutura empresarial internacional.
“Empresas em Hong Kong, no México, nos Emirados Árabes. Empresas de fachada que compravam alimentos baratos e revendiam ao governo venezuelano por preços inflados”, explica Valera.



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