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Alcolumbre aceita pautar a anistia, mas sem Bolsonaro no texto

Proposta de anistia divide aliados de Bolsonaro e lideranças do “Centrão”.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Davi Alcolumbre
Fonte da imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

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O Supremo Tribunal Federal julga Jair Bolsonaro e outros sete réus desde segunda-feira (1º). Ao mesmo tempo, avança no Congresso uma articulação para aprovar uma lei de anistia.

Nos bastidores, a avaliação é de que a pauta avança em ritmo acelerado. Deputados e senadores discutem versões diferentes do texto, que pode reduzir penas e até beneficiar o ex-presidente.

Na Câmara dos Deputados, o movimento ganhou força com a entrada de nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o pastor Silas Malafaia.

Ambos atuam em articulação direta com o PL e com a família Bolsonaro, incluindo Eduardo Bolsonaro.

A assessoria de Hugo Motta informou que o presidente da Câmara já sinalizou a possibilidade de pautar a anistia nas próximas semanas.

No entanto, avalia que ainda não há clima político em razão do julgamento em andamento. A expectativa é que o tema chegue ao plenário em até duas semanas. 

O ponto central da controvérsia  é o alcance da anistia.

Aliados de Bolsonaro defendem um perdão “amplo, geral e irrestrito”, que incluiria executores, financiadores e até os planejadores dos atos, o que poderia reverter sua inelegibilidade. Já o “Centrão" trabalha por um texto mais limitado, para reduzir o atrito com o STF.

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Senado prepara alternativa

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já anunciou que apresentará um projeto alternativo.

A proposta é mudar a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito. A ideia é separar quem planejou ou financiou os atos de quem só esteve presente, mas não praticou vandalismo.

“Eu vou votar o texto alternativo, é isso que eu quero votar no Senado. Eu vou fazer esse texto, eu vou apresentar”, afirmou Alcolumbre.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pautar uma anistia sem incluir o ex-presidente mostra que o problema não é constitucional, mas sim nominal.

Em entrevista, o senador defendeu uma anistia ampla e irrestrita.

“Não existe anistia meia bomba. Não tem outra alternativa a não ser uma anistia ampla, geral e irrestrita”.

De um lado, o STF decide sobre a responsabilização de Bolsonaro e de militares de alta patente. Do outro, o Congresso acelera a discussão sobre um projeto de anistia, que foi submetido há um tempo. 

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