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“O mundo está diante da escolha entre guerra ou paz”, alerta Xi Jinping

Presidente Chinês discursou diante de Putin, Kim Jong-un, Dilma e arsenal de armas nucleares.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Vladimir Putin, Xi Jinping e Kim Jong u
Fonte da imagem: Getty Images

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A China realizou um desfile militar na Praça da Paz Celestial, em Pequim, para marcar os 80 anos da vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial.

O presidente Xi Jinping usou o evento para enviar uma mensagem ao mundo. Vestindo um terno inspirado em Mao Tsé-tung, afirmou diante de 50 mil espectadores que o crescimento da China é “imparável”.

“Hoje, a humanidade está diante da escolha entre paz ou guerra, diálogo ou confronto, ganhos mútuos ou soma zero. O rejuvenescimento da nação chinesa é imparável”.

Ao lado de Xi estavam Vladimir Putin e Kim Jong-un. Também estiveram presentes líderes como Masoud Pezeshkian (Irã), Aleksandr Lukashenko (Belarus), Miguel Díaz-Canel (Cuba) e delegações de países da Ásia Central, além de Sérvia e Indonésia.

O Brasil foi representado por Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) dos BRICS, e pelo assessor Celso Amorim.

  • Uma nova Guerra Fria estaria em curso? E se a China assumir a liderança mundial? Para analisar a essas questões, a Brasil Paralelo lançou seu primeiro documentário internacional, O Fim das Nações. O terceiro episódio está disponível gratuitamente.

Mostra de poder militar

O desfile apresentou 45 formações militares e exibiu novos armamentos:

  • Míssil balístico intercontinental DF-5C, com alcance de 20 mil km e múltiplas ogivas nucleares;
  • Míssil DF-61, móvel e de longo alcance, com capacidade nuclear;
  • Míssil lançado por submarinos JL-3, que integra o sistema nuclear chinês;
  • Sistema de interceptação HQ-29, chamado de “caçador de satélites”, com alcance de até 500 km;
  • Sistema de defesa antiaérea a laser, descrito como o mais potente do mundo.

Trump diz que Rússia e China conspiram contra os EUA

A ausência de líderes ocidentais reforçou a divisão global. Nas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, lembrou que os americanos ajudaram a China na Segunda Guerra e acusou Xi, Putin e Kim de “conspirarem contra os Estados Unidos”.

Tradução: “A grande questão a ser respondida é se o Presidente Xi da China mencionará ou não a enorme quantidade de apoio e "sangue" que os Estados Unidos da América deram à China para ajudá-la a garantir sua LIBERDADE de um invasor estrangeiro muito hostil. Muitos americanos morreram na busca da China por Vitória e Glória. Espero que sejam devidamente homenageados e lembrados por sua bravura e sacrifício! Que o Presidente Xi e o maravilhoso povo da China tenham um grande e duradouro dia de celebração. Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto conspiram contra os Estados Unidos da América”.

Durante a guerra no Pacífico, mais de 111 mil americanos morreram ou desapareceram. No total, foram 418 mil mortes dos EUA ao longo da Segunda Guerra.

O Kremlin, através do assessor Yuri Ushakov, negou que Putin esteja conspirando contra os EUA.

"Espero que tenha sido ironia [de Trump]. Não há conspirações, ninguém está tramando nada. Nenhum desses três líderes sequer teve tal ideia. Todos compreendem o papel que os EUA, o governo Trump e o próprio presidente desempenham nos atuais assuntos internacionais".
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O Fim das Nações

Há décadas China e Rússia disputam com os Estados Unidos a liderança da política global. Os dois países têm cada vez mais sucesso, enquanto os EUA passam por dificuldades para manter sua posição.

Uma nova Guerra Fria está acontecendo? O que acontecerá com o mundo se a China e a Rússia assumirem o protagonismo político? 

Buscando analisar as consequências dessa disputa política internacional, a Brasil Paralelo elaborou o seu primeiro documentário internacional: O Fim das Nações.

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