Megaoperação do Rio: quem são os 9 chefes do Comando Vermelho mortos?
Do total de 121 mortos, 109 foram identificados dois dias após o fim da Operação Contenção.

109 mortos foram identificados e tiveram as identidades divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (31).
De acordo com o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, 78 tinham histórico criminal grave, incluindo homicídio e tráfico, e 43 eram foragidos da Justiça.
Mais da metade dos mortos vieram de outros estados:
- 15 do Pará;
- 9 do Amazonas;
- 11 da Bahia;
- 4 do Ceará;
- 7 de Goiás;
- 4 do Espírito Santo;
- 1 do Mato Grosso;
- 1 de São Paulo;
- 2 da Paraíba.
“As investigações mostram que os complexos da Penha e do Alemão se tornaram o centro de decisão nacional do Comando Vermelho. Lá são feitos treinamentos de tiro e formação de marginais para atuarem em outros estados”, disse Curi.
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Maior operação da história do país
A ação, que envolveu 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.
O resultado:
- 121 mortos; 117 suspeitos e 4 policiais
- 113 presos, além de 10 menores apreendidos.
Foram apreendidos:
- 91 fuzis,
- 26 pistolas e 1 revólver,
- 1 tonelada de drogas.
Segundo o governador Cláudio Castro, o trabalho continuará.
“Nosso papel é livrar a sociedade do tráfico e da milícia, garantindo o direito de ir e vir.”
Chefes da facção entre os mortos
A Polícia Civil confirmou a morte de líderes do CV em nove estados:
- Chico Rato (AM)
- DG (BA)
- FB (BA)
- Fernando Henrique dos Santos (GO)
- Gringo (AM)
- Mazola (BA)
- PP (PA)
- Rodinha (GO)
- Russo (ES)
8 em cada 10 moradores aprovaram a operação
Uma pesquisa AtlasIntel mostrou que a operação tem apoio da maioria dos brasileiros (55%), índice que sobe para 62% no Rio de Janeiro e 80% entre moradores de favelas.
Apesar das críticas de entidades de direitos humanos e da ONU, que classificou a operação como “horrorizante”, o governo fluminense afirma que todas as mortes ocorreram em confrontos armados.
Todos os presos tiveram prisão preventiva decretada nas audiências de custódia.
Principal alvo escapou
O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, o Doca, conseguiu fugir. Considerado o maior chefe do CV em liberdade, ele está logo abaixo de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar na hierarquia da facção.
De acordo com a polícia, Doca usou “soldados” do tráfico como barreira para escapar. O Disque Denúncia oferece R$100 mil por informações sobre o paradeiro dele.
Quem são os mortos?
Lista oficial de 109 identificados pelo Instituto Médico-Legal (IML):
- Adailton Bruno Schmitz da Silva;
- Adan Pablo Alves de Oliveira, o Madruga;
- Aleilson da Cunha Luz Junior, o Madrugadão;
- Alessandro Alves de Souza;
- Alessandro Alves Silva;
- Alexsandro Bessa dos Santos, o Prejudicado;
- Alisom Lemos Rocha, o Russo ou Gordinho do Valão;
- Anderson da Silva Severo, o Maestro / Uander;
- André Luiz Ferreira Mendes Junior, o Cabeludo;
- Arlen João de Almeida, o Terrorista / João;
- Brendon César da Silva Souza;
- Bruno Correa da Costa, o Bruno;
- Carlos Eduardo Santos Felício;
- Carlos Henrique Castro Soares da Silva, o Soldado;
- Cauãn Fernandes do Carmo Soares;
- Célio Guimarães Júnior;
- Cleideson Silva da Cunha, o Loirinho;
- Cleiton Cesar Dias Mello;
- Cleiton da Silva, o Mãozinha;
- Cleiton Souza da Silva;
- Cleys Bandeira da Silva;
- Danilo Ferreira do Amor Divino, o Mazola;
- Diego dos Santos Muniz;
- Diogo Garcez Santos Silva, o DG;
- Douglas Conceição de Souza, o Chico Rato;
- Eder Alves de Souza;
- Edione dos Santos Dias;
- Edson de Magalhães Pinto, o Mangote;
- Emerson Pereira Solidade, o Piter;
- Evandro da Silva Machado;
- Fabian Alves Martins;
- Fabiano Martins Amancio;
- Fabio Francisco Santana Sales;
- Fabricio dos Santos da Silva;
- Felipe da Silva, o Tíuba;
- Fernando Henrique dos Santos;
- Francisco Myller Moreira da Cunha, o Gringo / Suíça;
- Francisco Nataniel Alves Gonçalves;
- Francisco Teixeira Parente, o Mongol;
- Gabriel Lemos Vasconcelos;
- Gustavo Souza de Oliveira;
- Hercules Salles de Lima;
- Hito José Pereira Bastos, o Dimas;
- Jeanderson Bismarque Soares de Almeida, o Bis;
- Jonas de Azeredo Vieira;
- Jônatas Ferreira Santos, o Joni Visão;
- Jonatha Daniel Barros da Silva;
- José Paulo Nascimento Fernandes;
- Josigledson de Freitas Silva, o Gleissim / Traquino;
- Juan Marciel Pinho de Souza;
- Kauã Teixeira dos Santos;
- Kleber Izaias dos Santos;
- Leonardo Fernandes da Rocha;
- Luan Carlos Dias Pastana, o Luan Castanhal;
- Luan Carlos Marcolino de Alcântara, o Tubarão;
- Lucas da Silva Lima, o LK / Pezão;
- Lucas Guedes Marques;
- Luciano Ramos Silva;
- Luiz Carlos de Jesus Andrade, o Zóio;
- Luiz Claudio da Silva Santos;
- Luiz Eduardo da Silva Mattos;
- Maicon Pyterson da Silva, o DJ;
- Maicon Thomaz Vilela da Silva, o MK;
- Marcio da Silva de Jesus;
- Marcos Adriano Azevedo de Almeida, o BC / Beiço / Mateus / Matheus;
- Marcos Antonio Silva Junior;
- Marcos Vinicius da Silva Lima, o Rodinha / Brancão / MV;
- Marllon de Melo Felisberto, o Branquinho ou Balão;
- Maxwel Araújo Zacarias, o Dedão;
- Michael Douglas Rodrigues Fernandes;
- Nailson Miranda da Silva, o Moju / Mujuzinho;
- Nelson Soares dos Reis Campos, o Cabeludo;
- Rafael Correa da Costa;
- Rafael de Moraes Silva;
- Ricardo Aquino dos Santos;
- Richard Souza dos Santos, o Prejudicado;
- Rodolfo Pantoja da Silva;
- Ronald Oliveira Ricardo;
- Ronaldo Julião da Silva;
- Tiago Neves Reis;
- Vanderley Silva Borges;
- Victor Hugo Rangel de Oliveira;
- Vitor Ednilson Martins Maia, o Ipixuna do Pará;
- Wagner Nunes Santana;
- Waldemar Ribeiro Saraiva, o Fantasma;
- Wallace Barata Pimentel, o Pizza;
- Wellington Brito dos Santos;
- Wellinson de Sena dos Santos;
- Wendel Francisco dos Santos;
- Wesley Martins e Silva, o PP;
- Willian Botelho de Freitas Borges;
- Yago Ravel Rodrigues Rosário, o Ravel do CV;
- Yan dos Santos Fernandes;
- Yure Carlos Mothé Sobral Palomo;
- Yuri dos Santos Barreto;
- 4 menores de idade (identidades não divulgadas).
Quem são os policiais mortos?
- Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos

- Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos

- Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos

- Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos

O que foi a megaoperação no Rio de Janeiro?
A megaoperação realizada na última terça-feira (28) mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e cumpriu 160 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O objetivo era conter o avanço da facção na zona norte da capital.
Durante a ação, houve resistência armada, explosões e até ataques com drones, que lançaram bombas contra os policiais. O saldo inicial divulgado pelo governo estadual foi de 64 mortos, entre eles quatro policiais.
De acordo com a Defensoria Pública do Rio, o número chegou a 132, com 128 civis e quatro agentes.
Moradores relataram tiroteios intensos e fuga de criminosos por rotas alternativas. Nas redes sociais, surgiram vídeos mostrando homens armados se preparando para o confronto horas antes do início da operação.
O saldo e as reações
Além das mortes, a operação deixou 12 policiais baleados, quatro deles mortos, e resultou em 81 prisões. A cidade viveu um dia de paralisia: escolas suspenderam aulas, comércios fecharam e ruas ficaram vazias.
O caso ainda está sob apuração. O governo estadual e o Ministério Público devem avaliar se houve falha no sigilo da operação ou simples previsibilidade diante da mobilização de tropas.
Por enquanto, o que se sabe é que a ação expôs novamente a complexidade do combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, onde cada avanço da polícia traz, junto, novas perguntas sobre segurança, estratégia e controle.
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