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Insatisfeita com governo Lula, Ucrânia decide não indicar um embaixador para o Brasil

Medida é vista como um sinal de desgaste nas relações entre os dois países.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Lula conversando com Zelensky.
Fonte da imagem: Ricardo Stuckert

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Zelensky decidiu que não vai indicar nenhum diplomata para assumir a embaixada ucraniana em Brasília, segundo fontes do jornal Metrópoles.

O posto está vazio desde junho, quando o embaixador Andrii Melnyk deixou o país para assumir um cargo na ONU.

A informação veio a público pouco tempo depois do presidente ucraniano ter se encontrado com o seu chefe de diplomacia.

Os dois definiram representantes para ocupar cargos em 16 embaixadas de países diferentes.

  • Conheça o lado do presidente ucraniano pouco mostrado pela mídia com o especial A face oculta de Volodymyr Zelensky. Assista completo abaixo:

Governo ucraniano está insatisfeito com o Brasil

No mundo diplomático, não indicar um representante pode ser entendido como um sinal de insatisfação com o governo local.

Brasil e Ucrânia têm enfrentado uma série de problemas diplomáticos desde o início do governo Lula, em 2023

Algumas dessas questões envolvem:

  • abstenções na ONU: O Brasil se absteve em votações que condenavam a Rússia pela invasão da Ucrânia, o que foi interpretado como um sinal de neutralidade pró-Rússia.
  • declarações polêmicas: Lula declarou que Zelensky é “tão responsável quanto Putin” pela guerra e sugeriu que a Ucrãnia abrisse mão de territórios pela paz.
  • relação comercial com a Rússia: O Brasil ampliou importações da Rússia, principalmente de fertilizantes e trigo.
  • viagem de Lula à Rússia: A visita de Lula a Moscou para o Dia da Vitória (maio/2025) foi vista como um gesto simbólico pró-Rússia, aprofundando o desconforto diplomático.
  • rejeição ao “clube da paz”: A proposta brasileira de criar um grupo de países neutros para negociar a paz foi interpretada por Kiev como tentativa de minimizar a agressão russa e mascarar concessões.
  • negativas de diálogo com Lula: O governo ucraniano recusou tentativas de conversas telefônicas com Lula após sua visita a Moscou, enxergando os gestos como “cínicos” e de pouca credibilidade.

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