Ex-candidato conseguiu vencer a pobreza extrema, virando médico e professor.

Na década de 1990, o médico e professor Enéas Carneiro chamou a atenção do Brasil ao se tornar um fenômeno eleitoral.
Olhando para a trajetória de superação, parece difícil imaginar suas origens humildes, porém Enéas chegou a passar fome quando criança.
Aos 51 anos, uma reportagem mostrou seu retorno à cidade de Belém, onde viveu entre os nove e os 18 anos.
A repórter que cobria a visita o perguntou sobre uma lembrança negativa que tinha da cidade. O político contou emocionado sobre a fome:
“Fome no início da vida, logo que meu pai morreu fiquei órfão. Tomava café com farinha, muito difícil”.
Enéas também aproveitou a estadia para visitar a antiga casa onde morou, no bairro do Guamá.
“Tristeza de ver que o tão decantado progresso não atinge as regiões mais pobres do país, na verdade não está a mesma coisa está pior. Uma sensação essa tristeza infinita… eu noto que os dirigentes do país se preocupam com tudo, menos com o fundamental que é a população”, disse ao ver o estado do local onde cresceu.
Um dos políticos mais emblemáticos desde a redemocratização, Enéas chamou a atenção do país com sua barba, óculos e o bordão “Meu nome é Eneias”.
Por trás do jeito caricato, ele era professor, formado em medicina e licenciado em física e matemática.
Sua retórica inflamada e ideias nacionalistas o fizeram ganhar a admiração de muitos e o estranhamento de outros.
Em agosto, Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo, o documentário inédito Meu Nome é Enéas.
Clique aqui para saber mais.