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“Brasil precisa de uma arma nuclear”: Renan Santos defende bomba atômica nacional

Candidato do partido Missão elogiou a proposta de Enéas, mesmo após xingá-lo em outro vídeo.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Renan Santos resgata proposta de Enéas e fala em criar uma bomba atômica
Fonte da imagem: Divulgação

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Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão, ressuscitou uma das propostas mais famosas do dr. Enéas Carneiro.

Durante um vídeo, ele defendeu que o Brasil precisa construir uma bomba atômica nacional:

O Brasil precisa de uma bomba atômica e agora todo mundo está falando sobre isso, muito curioso”.

Pouco tempo antes, Lula disse que defendeu a não proliferação de armas nucleares, mas o mundo não atingiu suas expectativas sobre a possibilidade de desarmamento.

Renan seguiu dizendo que Enéas foi taxado de louco por defender a proposta, mas o tempo mostrou que ele estava certo:

Algumas décadas atrás, quando esse homem barbudo falou sobre o tema, todo mundo riu dele, a começar pela esquerda, sejamos sinceros. Mas Enéas não estava errado, a soberania também se constroi através da força”.

Essa foi uma das pautas que deixou Enéas mais famoso. O ex-candidato presidencial afirmava que ter armas nucleares era necessário para garantir a segurança do Brasil.

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Renan Santos xingou Enéas

Apesar da declaração, o próprio Renan Santos já insultou Enéias, o chamando de “inútil” e “péssimo parlamentar”.

Na ocasião, ele estava respondendo às comparações entre o PRONA e seu partido, o Missão.

A fala se tornou alvo de críticas e muitos usuários compararam o currículo de Renan, que não concluiu a faculdade de direito, com o de Enéas Carneiro, que era uma autoridade na medicina, além de matemático e físico.

É possível construir uma bomba nuclear?

Durante o regime militar, o país construiu um programa secreto para tentar desenvolver armamentos.

Os presidentes se recusaram a ceder à pressão americana para assinar o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP).

No entanto isso mudou com a redemocratização, Collor assinou o acordo assim que assumiu, chegando a jogar uma pá de cal em um local preparado para testes.

O processo para que o acordo fosse ratificado só chegou ao fim em 1998, quando recebeu apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O Brasil pode enfrentar graves consequências se deixar o acordo ou ignorá-lo para procurar o armamento.

Um dos pontos que o texto traz é que o Conselho de Segurança da ONU (CSNU) tem o dever de punir o país:

Em caso de violação comprovada, o Tratado de Não Proliferação (TNP) determina que cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas adotar as medidas necessárias para fazer com que o Estado volte a cumprir suas obrigações e, se for o caso, aplicar sanções.”

Normalmente, o CSNU tem dificuldades em tomar decisões, já que cinco países com visões e interesses muito distintos concentram o poder de veto:

  • EUA;

  • Rússia;

  • China;

  • França;

  • Reino Unido.

A maioria das decisões do órgão não costumam sair do papel, já que a posição de um dos membros em via de regra esbarra nos interesses de outros.

No entanto, vale destacar que o próprio TNP foi criado em uma parceria entre EUA e URSS, que queriam congelar a balança de poder mundial e garantir sua liderança.

Como todas essas nações têm armamento nucleares, há uma grande possibilidade delas estarem em comum acordo sobre essa pauta

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A história de Enéias vai muito além da barba e do bordão.

Um dos políticos mais emblemáticos desde a redemocratização, Enéas chamou a atenção do país com sua barba, óculos e o bordão “Meu nome é Eneias”.

Por trás do jeito caricato, ele era professor, formado em medicina e licenciado em física e matemática.

Sua retórica inflamada e ideias nacionalistas o fizeram ganhar a admiração de muitos e o estranhamento de outros.

Em agosto, Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo, o documentário inédito Meu Nome é Enéas.

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