Candidato do partido Missão elogiou a proposta de Enéas, mesmo após xingá-lo em outro vídeo.

Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão, ressuscitou uma das propostas mais famosas do dr. Enéas Carneiro.
Durante um vídeo, ele defendeu que o Brasil precisa construir uma bomba atômica nacional:
“O Brasil precisa de uma bomba atômica e agora todo mundo está falando sobre isso, muito curioso”.
Pouco tempo antes, Lula disse que defendeu a não proliferação de armas nucleares, mas o mundo não atingiu suas expectativas sobre a possibilidade de desarmamento.
Renan seguiu dizendo que Enéas foi taxado de louco por defender a proposta, mas o tempo mostrou que ele estava certo:
“Algumas décadas atrás, quando esse homem barbudo falou sobre o tema, todo mundo riu dele, a começar pela esquerda, sejamos sinceros. Mas Enéas não estava errado, a soberania também se constroi através da força”.
Essa foi uma das pautas que deixou Enéas mais famoso. O ex-candidato presidencial afirmava que ter armas nucleares era necessário para garantir a segurança do Brasil.
Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo. Clique aqui para saber mais.
Apesar da declaração, o próprio Renan Santos já insultou Enéias, o chamando de “inútil” e “péssimo parlamentar”.
Na ocasião, ele estava respondendo às comparações entre o PRONA e seu partido, o Missão.
A fala se tornou alvo de críticas e muitos usuários compararam o currículo de Renan, que não concluiu a faculdade de direito, com o de Enéas Carneiro, que era uma autoridade na medicina, além de matemático e físico.
Durante o regime militar, o país construiu um programa secreto para tentar desenvolver armamentos.
Os presidentes se recusaram a ceder à pressão americana para assinar o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP).
No entanto isso mudou com a redemocratização, Collor assinou o acordo assim que assumiu, chegando a jogar uma pá de cal em um local preparado para testes.
O processo para que o acordo fosse ratificado só chegou ao fim em 1998, quando recebeu apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O Brasil pode enfrentar graves consequências se deixar o acordo ou ignorá-lo para procurar o armamento.
Um dos pontos que o texto traz é que o Conselho de Segurança da ONU (CSNU) tem o dever de punir o país:
“Em caso de violação comprovada, o Tratado de Não Proliferação (TNP) determina que cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas adotar as medidas necessárias para fazer com que o Estado volte a cumprir suas obrigações e, se for o caso, aplicar sanções.”
Normalmente, o CSNU tem dificuldades em tomar decisões, já que cinco países com visões e interesses muito distintos concentram o poder de veto:
EUA;
Rússia;
China;
França;
Reino Unido.
A maioria das decisões do órgão não costumam sair do papel, já que a posição de um dos membros em via de regra esbarra nos interesses de outros.
No entanto, vale destacar que o próprio TNP foi criado em uma parceria entre EUA e URSS, que queriam congelar a balança de poder mundial e garantir sua liderança.
Como todas essas nações têm armamento nucleares, há uma grande possibilidade delas estarem em comum acordo sobre essa pauta
Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo. Clique aqui para saber mais.
Um dos políticos mais emblemáticos desde a redemocratização, Enéas chamou a atenção do país com sua barba, óculos e o bordão “Meu nome é Eneias”.
Por trás do jeito caricato, ele era professor, formado em medicina e licenciado em física e matemática.
Sua retórica inflamada e ideias nacionalistas o fizeram ganhar a admiração de muitos e o estranhamento de outros.
Em agosto, Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo, o documentário inédito Meu Nome é Enéas.
Clique aqui para saber mais.