Sigla se juntou com o PL, virou Partido da República e atualmente conta com a família Bolsonaro e seus apoiadores.

O dr. Enéas Carneiro marcou a história das eleições brasileiras com seu jeito de falar e o slogan "Meu nome é Enéas".
O candidato disputou as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, chegando ao terceiro lugar em 1994, quando recebeu cerca de 4,7 milhões de votos.
Com um discurso nacionalista e conservador, Enéas concorreu pelo Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), legenda fundada por ele em 1989.
O partido alcançou seu maior momento em 2002, quando Enéas foi eleito deputado federal por São Paulo com cerca de 1,5 milhão de votos, o deputado mais votado até então.
Esse resultado nas urnas também ajudou a ampliar a bancada da legenda na Câmara dos Deputados.
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Poucos anos depois, porém, o partido desapareceria do cenário político. Em 2006, o PRONA foi incorporado ao Partido Liberal (PL).
Dessa fusão nasceu o Partido da República (PR), encerrando a existência da sigla criada por Enéas. No ano seguinte, em 2007, Enéas Carneiro morreu de leucemia.
Anos mais tarde, o PR voltou a adotar seu antigo nome e voltou a se chamar Partido Liberal (PL).
Atualmente, a legenda Bolsonaro e seus apoiadores, sendo o partido que lança a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O desaparecimento da sigla não encerrou o legado político de Enéas. Diversos grupos passaram a disputar o direito de recriar o PRONA e reivindicar sua herança política.
Uma das iniciativas é liderada por Marcelo Vivório, que entrou com um pedido de registro no TSE para refundar o partido.
Segundo ele, o grupo chegou a reunir parte das quase 500 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral para criar uma nova legenda.
Outra frente é comandada pela ex-deputada estadual Patrícia Lima, que afirma ter sido considerada herdeira política de Enéas.
Segundo ela e seu marido, João Vitor Sparano, o próprio fundador teria deixado com ela o estatuto e o manifesto do partido para uma futura recriação.
As duas iniciativas, porém, seguem caminhos diferentes e disputam quem representa de forma mais fiel os ideais defendidos por Enéas.
Apesar das diferentes iniciativas, o PRONA ainda não foi recriado oficialmente. Os grupos continuam tentando cumprir as exigências da Justiça Eleitoral.
Um dos políticos mais emblemáticos desde a redemocratização, Enéas chamou a atenção do país com sua barba, óculos e o bordão “Meu nome é Eneias”.
Por trás do jeito caricato, ele era professor, formado em medicina e licenciado em física e matemática.
Sua retórica inflamada e ideias nacionalistas o fizeram ganhar a admiração de muitos e o estranhamento de outros.
Em agosto, Enéas será o personagem da segunda biografia da Brasil Paralelo, o documentário inédito Meu Nome é Enéas.
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