Caio Copolla compara pesquisas eleitorais atuais com o cenário registrado quatro anos atrás e aponta mudanças políticas que poderiam favorecer o senador. Analistas da CNN veem situação negativa na campanha do pré-candidato.

Um analista político afirmou que Flávio Bolsonaro possui hoje mais chances de derrotar Lula na eleição presidencial de 2026 do que Jair Bolsonaro tinha de vencer o petista em 2022.
A avaliação parte principalmente da comparação entre as pesquisas divulgadas nos dois períodos. Embora Lula ainda apareça numericamente à frente, a distância atual para Flávio é consideravelmente menor do que a vantagem registrada sobre Jair Bolsonaro quatro anos atrás.
Segundo os números apresentados no vídeo, a estimativa da PollingData para julho coloca Lula com 45,5% das intenções de voto, contra 41,9% de Flávio Bolsonaro.
A diferença seria de 3,6 pontos percentuais. A plataforma reúne levantamentos de diferentes institutos e utiliza modelagem estatística para produzir uma estimativa agregada.
Segundo Copolla, a última pesquisa nacional do Datafolha disponível até esta quinta-feira (23) também mostrou uma disputa próxima.
Lula apareceu com 47%, enquanto Flávio registrou 43%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios e possui margem de erro de dois pontos percentuais. Uma nova rodada do instituto será divulgada nesta sexta-feira (24). Veja ao vídeo completo abaixo:
O vídeo também aponta mudanças no comando das principais cortes do país. O ministro Nunes Marques foi eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026, tendo André Mendonça como vice. No Supremo Tribunal Federal, a presidência é ocupada por Edson Fachin.
Segundo o analista, essas alterações tornariam o ambiente institucional diferente daquele enfrentado pela campanha de Jair Bolsonaro em 2022.
Para os analistas da CNN Brasil, as crises acumuladas por Flávio Bolsonaro estão dificultando a construção de alianças estaduais e nacionais. Mesmo liderando entre os nomes da oposição em pesquisas de primeiro turno, o senador ainda não conseguiu atrair partidos importantes do Centrão, que preferem manter neutralidade na disputa presidencial.
Na avaliação apresentada no programa, a campanha não transmite confiança de que Flávio esteja próximo de vencer a eleição.
Sem essa “projeção de poder”, partidos e lideranças regionais evitam vincular seus palanques a uma candidatura cercada por conflitos familiares, polêmicas e dúvidas sobre quais novos problemas ainda podem surgir.
Os analistas também afirmaram que Flávio não conseguiu unificar nem mesmo seu campo político. As divergências com Michelle Bolsonaro e as críticas de outros candidatos da direita enfraquecem as articulações conduzidas por nomes experientes do PL, como Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho.