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Walmart segue tendência e abandona políticas “woke”

Empresa vai proibir a venda de produtos para o público LGBT e não contratará com base em critérios raciais.

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Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Fonte da imagem: Walmart - divulgação

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O Walmart vai encerrar suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), incluindo a remoção da sigla de suas comunicações públicas e internas. 

A empresa cancelou treinamentos sobre equidade racial, deixou de participar de rankings de apoio à comunidade LGBTQIA+ e não irá considerar mais raça ou gênero em seus processos seletivos.

A decisão foi divulgada em 18 de novembro, após críticas de influenciadores conservadores e ameaças de boicote durante a Black Friday. No entanto, o Walmart afirma que a revisão dessas medidas já estava em estudo há algum tempo.

Em comunicado, o Walmart afirmou estar “disposto a mudar juntamente com seus associados e clientes que representam todo o país.”

“Estamos em uma jornada e sabemos que não somos perfeitos, mas cada decisão vem do desejo de promover um senso de pertencimento, abrir portas para oportunidades a todos os nossos associados, clientes e fornecedores e ser um Walmart para todos”.

Defensores das políticas de diversidade e inclusão criticaram a medida. Frank Dobbin, especialista em DEI em Harvard e autor do livro de 2022 "Getting to Diversity, acredita os trabalhadores negros serão prejudicados. Em entrevista ao The New York Times, ele disse: 

"Acho que isso terá um efeito lamentável sobre os atuais funcionários do Walmart."

Por outro lado, o cineasta e apresentador Robby Starbuck comemorou a novidade. O cubano-americano já trabalhou como diretor e hoje se tornou ativista pró-liberdade. 

Em sua conta no X ele informou que se reuniu com executivos do Walmart para encontrar soluções para o que chamou de “wokeness na América corporativa”.

“Tenho que dar muito crédito aos seus executivos porque isso vai enviar ondas de choque por toda a América corporativa”, escreveu. 

Fim de produtos exclusivos para público LGBTQI+

Foi definida a proibição da venda de itens específicos voltados ao público LGBTQIA+. A marca possui um e-commerce que permite a vendedores independentes comercializarem seus produtos online.

De acordo com a porta-voz da empresa, Molly Blakeman, aqueles que instalarem suas lojas online no domínio do Wallmart não poderão vender produtos voltados exclusivamente para esses consumidores. 

Em entrevista à CNBC, Blakeman também informou o encerramento do Centro para equidade racial (Center for Racial Equality), uma entidade criada pela empresa em 2020, após a morte de George Floyd. A fundação tinha o compromisso de investir US$100 milhões de dólares no combate ao “racismo sistêmico” ao longo de cinco anos.

Na contramão do Woke

A desistência de iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) ganhou força no último ano. Outras grandes empresas como Harley Davidson, Toyota, Google, Meta, Zoom, e Microsoft também interromperam seus programas recentemente. 

O movimento vai na contramão da chamada “onda woke”, que ganhou força a partir de 2020. Desde que um negro chamado George Floyd foi assassinado por um policial branco em Minnesota, alguns ativistas predominantemente de esquerda passaram a utilizá-lo para promover suas pautas. Entenda mais no artigo completo da Brasil Paralelo. 

De lá para cá, empresas passaram a incluir programas de contratação de minorias como negros, LGBTQI+ e, no caso dos EUA, latinos. Um pouco dessa situação é narrada em As Grandes Minorias: Geração sem Gênero. 

O Original Brasil Paralelo está disponível gratuitamente. Assista abaixo. 

Movimento pós decisão Suprema

De acordo com a NSBC, analistas atribuem esse movimento a uma decisão da Suprema Corte Americana. No dia 29 de junho de 2023, a Corte proibiu programas de admissão universitária que consideram a raça do candidato. 

Seis magistrados julgaram a prática inconstitucional, argumentando que ela viola o princípio da igualdade perante a lei. A ação examinou a legalidade desse critério nas admissões da Universidade de Harvard e da Universidade da Carolina do Norte.

Segundo a emissora, se grandes corporações continuarem encerrando iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), isso poderá influenciar empresas menores a seguir o mesmo caminho.

Já o Walmart, garante que não deixará de financiar programas de ação afirmativa. Segundo Molly Blakeman, a companhia continuará financiando eventos como as paradas do Orgulho LGBTQI+, mas com diretrizes mais claras sobre como os recursos podem ser utilizados.

[LEADS] Brasil Evangélico
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