“Posse americana é vital para a segurança do ocidente”
A renúncia à força bélica não diminuiu a ambição territorial. Trump afirmou que a ilha é parte da América do Norte e vital para a segurança do Hemisfério Ocidental.
Ele também disse que a posse é a única garantia de defesa:
"Você precisa da propriedade para defendê-la. Você não pode defender algo baseado em um aluguel. Quem diabos quer defender um contrato de licença ou um aluguel?".
O presidente alegou que a Dinamarca investe menos do que o prometido na região e o país europeu foi "ingrato" ao esquecer o apoio americano no pós-guerra.
"Nós a devolvemos para a Dinamarca. Quão estúpidos fomos ao fazer isso? E como eles são ingratos agora?", questionou, repetindo a tese de que, sem a intervenção dos EUA na Segunda Guerra, a Europa estaria "falando alemão".
Tanques, não. Mas tarifas, sim.
Se os tanques foram descartados, as tarifas permanecem como a principal arma de negociação.
Trump reafirmou a ameaça de taxas de até 25% contra oito países europeus que resistem ao seu plano, incluindo França e Alemanha.
Para Trump, a Groenlândia não é apenas um "pedaço de gelo", mas o centro estratégico de um possível e futuro conflito nuclear.
"Se houver uma guerra nuclear, aqueles mísseis voarão direto sobre o centro daquele gelo", disse ele, ressaltando a necessidade de construir o que chamou de "o maior Domo de Ouro já feito" sobre o território.
“A Groenlândia não está à venda”
Até o momento, a reação europeia continua firme. A parlamentar groenlandesa Aaja Chemnitz e autoridades dinamarquesas reiteraram que "a Groenlândia nunca esteve à venda e nunca estará".
Enquanto Trump alega que os líderes europeus "nem sequer vão lá" e que a ilha está "indefesa", a Dinamarca reforçou sua presença militar no território.
Trump encerrou sua participação em Davos com a seguinte afirmação:
"Vocês podem dizer sim, e seremos muito agradecidos. Ou vocês podem dizer não, e nós nos lembraremos".