STF manda prender cacique Sererê após tornozeleira eletrônica ficar sem sinal
Defesa afirma que o índio reside em uma área com falhas frequentes de sinal de telefone e internet.
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A Suprema Corte determinou uma nova prisão preventiva do indígena José Acácio Sererê Xavante nesta quarta-feira (4).
A prisão foi motivada pela perda de sinal da tornozeleira desde 11 de novembro de 2025, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
Conhecido como Cacique Sererê, José Acácio cumpria prisão domiciliar desde abril de 2025.
Enquanto Alexandre de Moraes aponta que não há garantias de que o investigado ainda utilize o equipamento, a defesa alega que o silêncio decorre de falhas técnicas e da localização rural do índio.
Segundo o gabinete de Moraes, o indígena não teve contato com a Central de Monitoramento por um período superior a 48 horas e não atendeu às convocações para inspeção ou substituição do dispositivo.
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A justificativa técnica e o entendimento judicial
Sem sucesso nos contatos e sem sinal desde novembro, a SAP afirmou ser impossível garantir que Sererê ainda usava o aparelho.
Moraes justificou a nova prisão pelo descumprimento das medidas cautelares e pela ausência de Sererê após convocações oficiais.
As advogadas do índio manifestaram indignação, classificando o mandado como "abusivo e ilegal". A defesa sustenta que Sererê reside em uma área com falhas frequentes de sinal de telefone e internet.
Além disso, há cinco meses, a defesa teria informado ao STF sobre falhas técnicas no equipamento e solicitado a substituição, o que não teria ocorrido.
Os advogados afirmam que Sererê permanece em sua residência e aguarda a chegada dos agentes da Polícia Federal.
Quem é o Cacique Sererê?
José Acácio Sererê Xavante atua como pastor e missionário evangélico. Na política, filiou-se ao partido Patriota e disputou a prefeitura de Campinápolis (MT) em 2020, obtendo 9,7% dos votos.
Ele ganhou projeção nacional ao utilizar as redes sociais para contestar o resultado das eleições de 2022 e criticar Moraes. Segundo as investigações da PF, Sererê liderou atos em pontos estratégicos de Brasília, incluindo:
- Aeroporto Internacional: Onde manifestantes chegaram a invadir a área de embarque.
- Esplanada dos Ministérios e Congresso Nacional: Durante cerimônias oficiais.
- Comitiva Presidencial: Em frente ao hotel onde estavam hospedados o presidente e o vice-presidente eleitos.
O ministro Alexandre de Moraes destacou que as condutas de Sererê são de "agudo grau de gravidade", citando convocações expressas de pessoas armadas para tentar impedir a diplomação dos eleitos.
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