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Defesa divulga registros técnicos que Filipe Martins não acessa o LinkedIn desde 2024 e pede que prisão seja revogada

Advogado afirma que prisão configura abuso de autoridade e perseguição política.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Filipe Martins
Fonte da imagem: Divulgação

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A defesa de Filipe Martins pediu ao ministro Alexandre de Moraes a revogação da prisão preventiva. O pedido se baseia em relatórios técnicos que, de acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, comprovam que Martins não acessa o LinkedIn desde 2024.

A prisão foi decretada após a suspeita de que Martins teria utilizado a rede social, o que violaria medidas cautelares impostas anteriormente.

Chiquini sustenta que a decisão foi tomada de forma precipitada, sem a verificação técnica adequada e que não houve descumprimento das determinações judiciais.

O que diz a defesa?

No pedido apresentado nesta terça-feira (6), os advogados solicitaram a inclusão, nos autos, de registros fornecidos pela Microsoft, empresa responsável pelo LinkedIn.

Segundo o documento, os dados demonstram que não houve acesso à conta nem por Filipe Martins nem por terceiros após 2024.

A defesa afirma que:

  • o último login registrado ocorreu em setembro de 2024;
  • esse acesso teria sido feito por advogados nos Estados Unidos, o que explicaria o IP estrangeiro;
  • em 4 de janeiro de 2026, houve um novo acesso apenas para obtenção do relatório técnico, feito pelo advogado.

O material não é um “print” nem uma estimativa do sistema. Trata-se de registros técnicos oficiais, que podem ser verificados, com dados como data, horário em UTC, endereço IP e identificação do acesso.

Defesa questiona a decisão judicial

Chiquini que a medida cautelar vigente, à época, proibia apenas postagens, não o simples acesso à rede social.

A sanção prevista era multa diária de R$20 mil por postagem e não prisão.

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Entenda a situação de Filipe Martins

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento da ação penal nº 2.693 (núcleo 2), que trata da chamada minuta do golpe.

O processo ainda está em fase de recursos. Após essa etapa, Moraes pode decretar o trânsito em julgado e determinar o início do cumprimento da pena.

Martins já foi alvo de outras decisões que considera ilegais, incluindo prisão por uma viagem que não teria feito e por reuniões das quais não teria participado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Filipe Martins foi preso injustamente e que o relatório da Microsoft comprova a inexistência de acesso ao LinkedIn.

Segundo ele, o caso configura abuso de autoridade e perseguição política. A defesa pediu a liberdade imediata do ex-assessor.

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