Princesa Isabel morreu na França sem realizar um último desejo
Banida após a Proclamação da República, ela perdeu os pais e dois filhos no exílio. Quando finalmente pôde retornar, sua saúde já não permitia.

Assim como Dom Pedro II, a princesa Isabel também morreu na França.
Depois da Proclamação da República, em 1889, a família imperial deixou o Brasil e foi proibida de retornar. Isabel e o marido, o Conde d’Eu, estabeleceram-se na França.
Anos depois, passaram a viver no Castelo d’Eu, na Normandia. Foi no exílio que ela enfrentou algumas das maiores perdas da vida.
Primeiro morreu sua mãe, Teresa Cristina, ainda em 1889. Dois anos depois, Dom Pedro II morreu em Paris.
Décadas mais tarde, vieram as mortes de dois de seus filhos
Dois filhos morreram depois da Primeira Guerra
Dom Antônio participou da Primeira Guerra Mundial e morreu em 1918, poucos dias depois do fim do conflito. O avião militar em que estava caiu na Inglaterra. Ele morreu em consequência dos ferimentos.
Dom Luís também havia servido durante a guerra.
Nas trincheiras, contraiu um grave reumatismo ósseo que comprometeu sua saúde. Morreu em 1920, aos 42 anos.
Naquele mesmo ano, algo mudou no Brasil.
O presidente Epitácio Pessoa revogou o banimento da família imperial, imposto desde o início da República. Isabel finalmente poderia voltar. Mas sua saúde já estava debilitada.
A Biblioteca Nacional registra que ela desejava retornar ao país, mas suas condições físicas impediram a viagem.
A Princesa Isabel morreu no Castelo d’Eu em 14 de novembro de 1921, aos 75 anos, sem voltar ao Brasil.
O Conde d’Eu, por outro lado, retornou ao país naquele ano acompanhando o traslado dos restos mortais de Dom Pedro II e Teresa Cristina. Seu filho mais velho, Dom Pedro de Alcântara, também fez a viagem.
A queda da monarquia mudou não apenas o governo brasileiro, mas também o destino de quem havia ocupado o centro do poder.
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