"Não me reuniria com Lula como chefe de Estado porque ele é comunista e corrupto", diz Milei em campanha do 2º turno
Em nova entrevista, Milei comentou como lidaria com países com governos ideológicos e suas medidas sobre o comércio entre argentinos e brasileiros.

A campanha de primeiro turno de Javier Milei foi marcada por suas críticas ao comunismo e a chefes de Estado que aderem a essa ideologia. Suas falas viraram manchetes internacionais e fizeram com que Milei tivesse a entrevista mais assistida da história.
Agora, enquanto se prepara para o 2º turno das eleições presidenciais, Milei abordou o que pensa sobre Lula e qual seria sua relação com o governo brasileiro caso seja eleito na Argentina. O candidato aproveitou a ocasião para explicar seu pensamento como lidaria com a relação espontânea dos argentinos com o Brasil e outros países.
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Nesta quarta-feira (08/11), o jornalista Jaime Bayly publicou em seu canal do YouTube uma entrevista exclusiva com Javier Milei para entender melhor sua visão de mundo e seu planejamento para o 2º turno.
Ao apenas mencionar o nome Lula, Milei responde antes do jornalista fazer a pergunta:
"Um comunista".
O diálogo continua:
Jaime (JB) – Um comunista e corrupto, não?
Javier Milei (JM) – Sim, por isso esteve preso.
JB – Você se reuniria com Lula como chefe de Estado?
JM – Não.
JB – Você vai sair como um presidente pequeno. Com quem vai se reunir?
JM – A mídia tem gerado muitas mentiras sobre o que eu digo. Vamos esclarecer isso: no mundo do livre mercado, suponha que você morasse aqui na Argentina e quisesse fazer comércio com a China. Se fosse no mundo do livre comércio, o que eu tenho a dizer?
Nada, nada, nada. Então é isso que precisam entender: os indivíduos poderão fazer transações comerciais com quem quiserem, porque é disso que se trata.
Agora, a minha posição como chefe de Estado, os meus aliados são os Estados Unidos, Israel e o mundo livre", concluiu Milei sobre o assunto.
Quem é Javier Milei? O que ele pretende fazer na Argentina e na comunidade internacional?
Contra todas as probabilidades e com uma campanha de recursos limitados, Milei conseguiu colocar em xeque os partidos hegemônicos da Argentina, causando um terremoto político na comunidade internacional.
Economista, professor e deputado, Javier Milei virou manchete no mundo inteiro por suas afirmações e convicções fortes.
Milei se declara "anarcocapitalista", corrente política que defende o livre mercado e o fim do Estado. Segundo ele, uma de principais ambições políticas é diminuir o tamanho do Estado para que os argentinos tenham mais liberdade e mais prosperidade econômica.
Dentre suas principais propostas para a economia, estão:
- privatizar os sistemas públicos de saúde e educação gradualmente;
- diminuir os gastos e o número de funcionários do Estado;
- acabar com o Banco Central da Argentina;
- adotar o dólar como moeda oficial do país (a Argentina já usa o dólar como um dos meios de pagamento).
Em suas pautas sociais, Milei defende:
- o fim do aborto na Argentina;
- a legalização do comércio de armas de fogo para civis;
- o fim da "educação sexual" para crianças - para ele, essa é uma prática que visa destruir a família natural;
- o fim de proibições econômicas e sociais baseadas em pautas ambientalistas.
Universidades e pesquisas contra Milei
Em meio a sua campanha, as pautas e discursos de Milei fizeram com que ele sofresse represálias:
- Professores universitários fizeram ativismo anti-Milei durante suas aulas:
- Foi chamado de louco pelo vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) na televisão estatal de Maduro;
- Fernando Haddad, Ministro da Economia do Brasil, afirmou que sua eleição preocupa o governo brasileiro.
Para que você tenha condições de acessar conteúdos por meio de alternativas livres e independentes, a Brasil Paralelo decidiu trazer um conteúdo inédito e gratuito para o Brasil.
Documentário inédito no Brasil
Trata-se do documentário argentino Javier Milei - A Revolução Liberal. O filme é produzido e dirigido por Santiago Oría, documentarista que acompanha Milei de perto e participa diretamente da equipe do candidato.
Sem meias palavras, é possível afirmar que o documentário é uma peça de propaganda da campanha de Javier Milei.
De qualquer forma, a Brasil Paralelo acredita que todos merecem ter acesso a esse material para entender o ponto de vista do candidato.
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