Você realmente sabe como é feito um aborto? Conheça os principais procedimentos

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo
4/5/2022
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O aborto é um procedimento agressivo, e que pode causar traumas imediatos e duradouros. As formas como o aborto é feito costumam não ser mostradas por causa do espanto que causam.

Entenda os quatro principais procedimentos que levam à morte do bebê e quais os impactos ele traz para a mulher.

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O que é aborto?

O Aborto ocorre quando a gravidez termina ou é interrompida abruptamente. O aborto pode ser:

  • espontâneo, quando alguma condição de saúde faz com que o desenvolvimento do bebê seja interrompido e expulso do corpo da mãe;
  • acidental, que ocorre também de forma involuntária, resultante de um incidente ou trauma vivenciado pela gestante;
  • provocado, neste último caso, há a morte proposital da criança ainda no ventre da mãe por meio do uso de medicamentos, substâncias ou procedimentos cirúrgicos.
  • Leitura recomendada: o que é família?

Aborto espontâneo

O aborto espontâneo é aquele que ocorre naturalmente, sem que seja provocado intencionalmente pela mulher. Esse é um risco possível a uma gravidez, ocorre em cerca de 10 a 25% das gestações, segundo uma pesquisa publicada no The Lancet. Em alguns casos, o aborto ocorre antes mesmo de a mulher saber de sua gravidez.

O aborto espontâneo apresenta diferentes causas e, geralmente, acontece por condições que não favorecem a vida do feto ou que está prejudicando seu desenvolvimento.

Normalmente, acontece logo no início da gestação e pode ser classificado de acordo com o período em que ocorre como precoce ou tardio.

É denominado de precoce quando acontece em mulheres que possuem menos de 13 semanas de gestação e tardio quando acontece entre 13 e 22 semanas.

Os fatores de risco são:

  • alterações cromossômicas;
  • quedas no nível de progesterona no corpo da mulher;
  • mudanças no útero;
  • problemas tireoidianos;
  • diabetes não controlado;
  • idade materna acima de 45 anos;
  • obesidade ou drástica perda de peso;
  • aumento de chance no uso de drogas;
  • aumento de chance no uso de tabagismo;
  • aumento de chance no uso de alguns medicamentos.

Como é feito o aborto? Conheça os principais métodos

Existem diferentes procedimentos para que o aborto seja feito. De pílulas a injeções, todos oferecem riscos para quem o realiza e os procedimentos e seus efeitos colaterais serão apresentados. Os métodos são:

Procedimentos abortivos no 1º trimestre de gestação

O primeiro trimestre de gestação da mulher vai da semana 1ª à 13ª. A maior parte dos procedimentos são feitos nessa fase, quando o bebê ainda não está completamente formado.

A partir da 5ª semana, o bebê tem:

  • batimento cardíaco;
  • dedos dos pés e mãos;
  • braços;
  • pernas;
  • mas ainda tem os ossos frágeis.

Em geral, as mulheres identificam a gravidez na 4ª ou 5ª semana.

Curetagem

Esse procedimento é feito até a 12ª semana da gestação. O médico que faz o aborto seda a mulher e depois insere uma ferramenta chamada cureta no canal vaginal. O objeto é semelhante a uma colher de aço, mas sem fundo, que mede cerca de 23 centímetros.

Com movimentos circulares, a ferramenta pode ser capaz de descolar do útero o saco gestacional, onde fica o embrião e a placenta.

Mesmo não sendo o principal método usado nos abortos, a curetagem é um procedimento necessário para garantir a limpeza do útero e que não sobre nenhuma parte, membro, do bebê que foi despedaçado ou da placenta no local. Isto evita infecções posteriores ao procedimento.

Pílulas abortivas

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Animação representando um aborto usando o medicamento Misoprostol.

Dois medicamentos podem ser usados para promover o aborto: a Mifepristona e o Misoprostol, popularmente conhecido no Brasil como Cytotec. O primeiro pode ser usado até 9 semanas de gestação e o segundo até 22.

No caso da Mifepristona, a mãe ingere pílulas e elas inibem a produção de progesterona de seu corpo.

Com a inibição desse hormônio, o bebê para de receber da mãe o fluxo de sangue e nutrientes necessários para seu desenvolvimento e sobrevivência.

Tendo cortado o essencial para a sobrevivência do bebê, ele vem a óbito. Após sua morte, o corpo expele-o naturalmente.

Para o Misoprostol, o médico administra uma grande quantidade do medicamento na boca e na vagina da paciente. As cápsulas quebram as fibras de colágeno do útero e fazem com que ele faça movimentos de contração, causando sangramentos intensos, até que o feto seja expelido.

Para amenizar as dores das contrações, analgésicos são administrados pela veia. Depois de expelir, costuma-se fazer uma curetagem para limpar o útero.

Nestes processos, que duram horas ou dias, a mulher pode perder o bebê a qualquer momento. É muito comum ocorrer do bebê ser abortado em casa, no banheiro. A instrução das clínicas de aborto, para esses casos, é dar descarga.

Caso o bebê tenha 9 semanas, é possível ver o saco gestacional com um pequeno bebê com os dedos das mãos e dos pés já formados.

Os riscos e efeitos colaterais desse procedimento são:

  • dores abdominais;
  • náusea;
  • vômitos;
  • diarréia;
  • dor de cabeça;
  • fortes sangramentos que duram em média de 9 a 16 dias. Em 8% dos casos dura mais de 30 dias e em 1% dos casos é necessário hospitalizar a mulher devido aos fortes sangramentos.

Aspiração intrauterina

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Animação representando o procedimento abortista da aspiração intrauterina.

A aspiração intrauterina pode ser feita manualmente ou com um aparelho elétrico. Na primeira forma, depois de sedar e anestesiar a gestante, o médico insere na vagina o aspirador manual, uma espécie de seringa grande, de 60 ml, que tem uma cânula (um tubo de plástico) encaixada em sua ponta. Ela pode variar de 4 a 12 milímetros de espessura e chega até o útero. Quanto mais avançada a gestação, maior ela é.

O médico puxa o êmbolo da seringa e ela suga pedaços do saco gestacional. Em seguida, caso necessário, usa-se a cureta para fazer a limpeza do útero.

A aspiração manual é um procedimento mais rudimentar. A elétrica é o método mais usado.

O médico que promove o aborto coloca na vagina da mulher um espéculo, ferramenta responsável por manter o órgão aberto. Depois ele insere uma ferramenta chamada dilatador no colo do útero para facilitar o acesso.

Um cateter de sucção é inserido, com um poder de sucção até 10 ou 20 vezes maior que um aspirador de pó doméstico.

A sucção dilacera completamente o bebê. Um dos riscos é uma sucção incompleta da placenta e dos membros do feto, em geral ainda é feita a curetagem para extrair o restante do bebê.

Os riscos e efeitos colaterais desse procedimento são:

  • danos ao útero;
  • danos ao colo do útero;
  • hemorragia;
  • infecção;
  • morte da mãe;
  • complicações para gestações futuras.

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Procedimentos abortivos no 2º trimestre de gestação

O 2º trimestre gestacional vai das semanas 14 a 24. Um bebê nesta fase, já tem um comprimento de uma mão adulta, é impossível passá-los em tubos de sucção. O colo do útero precisa ser ainda mais dilatado e os procedimentos abortivos passam a durar dias neste período.

Dilatação, desmembramento e aspiração intrauterina

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Animação representando o desmembramento do bebê no ventre materno.

Após aplicar sedativos na mulher, o médico utiliza de um espéculo ainda mais forte para abrir o canal vaginal. Para aumentar ainda mais a dilatação do colo do útero, insere-se no local uma alga chamada laminaria.

Ela tem alta capacidade de absorção de água e é colocada 1 dia ou dois antes da realização do procedimento.

Depois de removida, às vezes ainda é necessário o uso de ferramentas chamadas dilatadores, para auxiliar o acesso das ferramentas ao útero.

O tubo de sucção é inserido e suga toda a placenta do útero. Sendo impossível sugar o bebê, por não caber no tubo da ferramenta, usa-se uma ferramenta chamada pinça clamp.

Ela é de aço inoxidável e é dentada em suas pontas. Quando agarra algum objeto, dificilmente solta. Os médicos que realizam o aborto usam para agarrar braços ou pernas do bebê.

Em seguida, puxam com força, arrancando membros do bebê, depois os órgãos até chegar à cabeça.

A parte final é a mais difícil do procedimento, em geral, é necessário quebrar o crânio e depois parti-lo em dois para realizar esta etapa do procedimento. Sabe-se que arrancou a cabeça quando escorre um líquido branco do colo uterino, isto era o cérebro do neném.

Por fim, a cureta remove o que tiver restado. Depois, reúne-se todos os membros para se assegurar que a extração não deixou nada para trás. Caso esteja tudo lá, o aborto foi concluído.

Esse procedimento acarreta sérios riscos e chances altas de efeitos colaterais:

  • perfuração do útero;
  • laceração do colo do útero;
  • infecção;
  • hemorragia;
  • morte da mãe;
  • gravidez futura de altíssimo risco com altas chances de aborto espontâneo relacionado ao trauma do procedimento.

Procedimentos abortivos no 3º trimestre de gestação

Da 25ª semana à 40ª semana, este é o período final da gravidez. O bebê está completamente desenvolvido. Ele é capaz de sobreviver fora do útero materno, caso seja concebido prematuramente.

A estatura do bebê é bem grande, cerca de 32 centímetros. Neste momento, o procedimento costuma durar de 3 a 4 dias.

Injeção de Digoxina

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Animação representando a injeção de Digoxina no cerébro do bebê.

No primeiro dia, o médico aplica uma injeção do medicamento Digoxina no abdome da mãe. O alvo é o bebê, e a agulha tem de acertar sua cabeça ou o tórax ou o coração. A agulha causa uma dor aguda no bebê.

Digoxina é um medicamento para tratar problemas do coração. Com uma dose alta, é possível causar um ataque cardíaco no bebê.

Com alguns dias, o bebê vem a óbito. Após a injeção, são inseridas as algas laminarias no colo do útero da mulher para dilatá-lo.

Um ultrassom é feito para se assegurar que o bebê morreu. Caso esteja vivo, outra injeção  de Digoxina é aplicada.

A mulher que realiza esse procedimento de aborto é orientada a retornar para sua casa e esperar a dilatação necessária para entrar em trabalho de parto.

A mulher chega a carregar o bebê morto em seu ventre por dois dias. Depois, ainda realiza seu parto.

Quando se inicia o trabalho de parto, é possível que a mulher não chegue a tempo à clínica. Então, ela é aconselhada a abortar seu filho morto na privada de seu apartamento ou hotel. Depois, os abortistas vêm recolhê-lo.

Há casos em que o bebê não é abortado completamente, sendo necessário realizar o procedimento de dilatação e sucção com a pinça clamp. Os riscos e efeitos colaterais para esse procedimento são severos:

  • hemorragia;
  • lacerações;
  • perfuração do útero;
  • morte da mãe;
  • gravidez futura de altíssimo risco com altas chances de aborto espontâneo relacionado ao trauma do procedimento.

Em todos os procedimentos o resultado é o mesmo: a morte de um ser humano. Segundo o estudo Reconsidering fetal pain, publicado em 2020 na revista Journal of Medical Ethics, o nascituro sente dores a partir da 13ª semana da gestação. Um aborto é um procedimento agressivo e doloroso para ele.

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