Tipos de aborto
- espontâneo, quando alguma condição de saúde faz com que o desenvolvimento do bebê seja interrompido naturalmente, sem ser provocado. Existem diversos tipos de aborto espontâneo citados abaixo;
- acidental, que ocorre também de forma involuntária, resultante de um incidente ou trauma vivenciado pela gestante;
- provocado, neste último caso, há a morte proposital da criança ainda no ventre da mãe por meio do uso de medicamentos, substâncias ou procedimentos cirúrgicos.
Aborto espontâneo
Segundo o médico Diego Di Marco, existem 5 principais tipos de aborto espontaneo. Eles são:
- Ameaça de aborto: quando a mãe tem sangramentos, cólica, mas o bebê permanece vivo e o colo do útero permanece fechado. É recomendado que a mãe fique em repouso e siga o tratamento médico;
- Aborto Completo: quando todos os restos mortais são expelidos do útero da mãe;
- Aborto Incompleto: quando partes dos restos mortais são expelidos mas outra parte fica no útero;
- Aborto Retido: quando ocorre um aborto espontaneo sem a mulher perceber, mas o resto mortal do bebê continua no útero da mãe;
- Aborto Infectado: após um aborto espontâneo, o tecido do útero é contaminado por bactérias, gerando febre e sinais de infecção na mulher. Secreções vaginais com cheiro forte e dor no útero são os principais exemplos.
O aborto espontâneo é um risco possível a uma gravidez. Ocorre em cerca de 10 a 25% das gestações, segundo uma pesquisa publicada no The Lancet. Em alguns casos, o aborto ocorre antes mesmo da mulher saber de sua gravidez.
O aborto espontâneo apresenta diferentes causas e, geralmente, acontece por condições genéticas ou fatores fisiológicos que estão prejudicando seu desenvolvimento.
Normalmente, acontece logo no início da gestação e pode ser classificado de acordo com o período em que ocorre como precoce ou tardio.
É denominado de precoce quando acontece em mulheres que possuem menos de 13 semanas de gestação e tardio quando acontece entre 13 e 22 semanas.
Fatores de risco do aborto espontâneo
Os fatores de risco são:
- quedas no nível de progesterona no corpo da mulher;
- mudanças no útero;
- problemas tireoidianos;
- diabetes não controlado;
- idade materna acima de 45 anos;
- obesidade ou drástica perda de peso;
- aumento de chance no uso de drogas;
- aumento de chance no uso de tabagismo;
- aumento de chance no uso de alguns medicamentos;
- alterações cromossômicas.
Para evitar esse tipo de aborto é necessário fazer constantes visitas ao médico, chamadas de exame pré-natal.
O aborto provocado e seus riscos para a mulher
Além do aborto espontâneo e acidental, existe o aborto no qual a mãe retira a vida do próprio filho de forma deliberada. Além de assassinar a pessoa que estava se desenvolvendo no útero, o aborto provocado causa diversos problemas para a mulher.
O livro Precisamos Falar Sobre Aborto: Mitos E Verdades, produzidos por uma equipe de médicos e bioéticos apontam algumas das principais consequências dos abortos provocados - através de procedimentos médicos ou pelo uso de remédios:
- Perfuração do útero, se o aborto for realizado pelo método de sucção;
- Ruptura do colo uterino;
- Histerectomia, que é a remoção do útero devido a complicações severas;
- Hemorragia uterina, também causada por pílulas abortivas;
- Inflamação pélvica;
- Infertilidade;
- Gravidez ectópica, na qual o óvulo é fertilizado fora do útero, como nas tubas uterinas, por exemplo;
- Parto futuro prematuro;
- Infecção por curetagem mal feita;
- Aborto incompleto, quando os restos da placenta podem não ser completamente removidos do útero, o que pode levar a infecções graves;
- Comportamento autopunitivo;
- Transtorno alimentar;
- Embolia pulmonar;
- Insuficiência cardíaca.
Problemas psicológicos causados por abortos provocados
As pesquisas ainda apontam o aumento de problemas psicológicos, tais como:
- Sentimentos de remorso e de culpa - 79% das mulheres consultadas tiveram culpabilidade e incapacidade de perdoar a si mesmas;
- Depressão e oscilações de ânimo - 40% dos casos de aborto levam à depressão;
- Choro desmotivado, medos e pesadelos - 67% das mulheres que provocaram um aborto relataram-se emocionalmente sobrecarregadas;
- Abuso de drogas, estando 5x mais propensas ao uso de drogas ilícitas;
Em todos os procedimentos de aborto provocado o resultado é o mesmo: a morte de um ser humano. Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado.
A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica:
“O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”.