Live: Combate ao crime
Estaremos ao vivo em:
00
D
00
H
00
M
00
S
November 28, 2025
Ativar o lembrete
Aborto
3
min de leitura

Conheça os tipos de aborto e formas de preveni-los. Sua atitude pode salvar vidas

Conheça os tipos de aborto e saiba como preveni-los - sua atitude pode salvar vidas

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
17/11/2023 16:14
Foto: reprodução do site nilofrantz.

O que é aborto?

O Aborto é a interrupção de uma gestação que gera a morte do bebê, seja ela provocada ou espontânea, mostra a etimologia da palavra segundo o dicionário Houaiss (Enciclopédia e Dicionário Ilustrado de 1999).

Existe 3 tipos de aborto, aponta o médico Dr. Diego Di Marco. Eles são:

  • espontâneo;
  • acidental e
  • provocado.

Entenda os principais tipos de aborto, os fatores de risco e confira medidas de prevenção.

O que você vai encontrar neste artigo?

Tipos de aborto

  • espontâneo, quando alguma condição de saúde faz com que o desenvolvimento do bebê seja interrompido naturalmente, sem ser provocado. Existem diversos tipos de aborto espontâneo citados abaixo;
  • acidental, que ocorre também de forma involuntária, resultante de um incidente ou trauma vivenciado pela gestante;
  • provocado, neste último caso, há a morte proposital da criança ainda no ventre da mãe por meio do uso de medicamentos, substâncias ou procedimentos cirúrgicos.

Aborto espontâneo

Segundo o médico Diego Di Marco, existem 5 principais tipos de aborto espontaneo. Eles são:

  1. Ameaça de aborto: quando a mãe tem sangramentos, cólica, mas o bebê permanece vivo e o colo do útero permanece fechado. É recomendado que a mãe fique em repouso e siga o tratamento médico;
  2. Aborto Completo: quando todos os restos mortais são expelidos do útero da mãe;
  3. Aborto Incompleto: quando partes dos restos mortais são expelidos mas outra parte fica no útero;
  4. Aborto Retido: quando ocorre um aborto espontaneo sem a mulher perceber, mas o resto mortal do bebê continua no útero da mãe;
  5. Aborto Infectado: após um aborto espontâneo, o tecido do útero é contaminado por bactérias, gerando febre e sinais de infecção na mulher. Secreções vaginais com cheiro forte e dor no útero são os principais exemplos.

O aborto espontâneo é um risco possível a uma gravidez. Ocorre em cerca de 10 a 25% das gestações, segundo uma pesquisa publicada no The Lancet. Em alguns casos, o aborto ocorre antes mesmo da mulher saber de sua gravidez.

O aborto espontâneo apresenta diferentes causas e, geralmente, acontece por condições genéticas ou fatores fisiológicos que estão prejudicando seu desenvolvimento.

Normalmente, acontece logo no início da gestação e pode ser classificado de acordo com o período em que ocorre como precoce ou tardio.

É denominado de precoce quando acontece em mulheres que possuem menos de 13 semanas de gestação e tardio quando acontece entre 13 e 22 semanas.

Fatores de risco do aborto espontâneo

Os fatores de risco são:

  • quedas no nível de progesterona no corpo da mulher;
  • mudanças no útero;
  • problemas tireoidianos;
  • diabetes não controlado;
  • idade materna acima de 45 anos;
  • obesidade ou drástica perda de peso;
  • aumento de chance no uso de drogas;
  • aumento de chance no uso de tabagismo;
  • aumento de chance no uso de alguns medicamentos;
  • alterações cromossômicas.

Para evitar esse tipo de aborto é necessário fazer constantes visitas ao médico, chamadas de exame pré-natal.

O aborto provocado e seus riscos para a mulher

Além do aborto espontâneo e acidental, existe o aborto no qual a mãe retira a vida do próprio filho de forma deliberada. Além de assassinar a pessoa que estava se desenvolvendo no útero, o aborto provocado causa diversos problemas para a mulher.

O livro Precisamos Falar Sobre Aborto: Mitos E Verdades, produzidos por uma equipe de médicos e bioéticos apontam algumas das principais consequências dos abortos provocados - através de procedimentos médicos ou pelo uso de remédios:

  • Perfuração do útero, se o aborto for realizado pelo método de sucção;
  • Ruptura do colo uterino;
  • Histerectomia, que é a remoção do útero devido a complicações severas;
  • Hemorragia uterina, também causada por pílulas abortivas;
  • Inflamação pélvica;
  • Infertilidade;
  • Gravidez ectópica, na qual o óvulo é fertilizado fora do útero, como nas tubas uterinas, por exemplo;
  • Parto futuro prematuro;
  • Infecção por curetagem mal feita;
  • Aborto incompleto, quando os restos da placenta podem não ser completamente removidos do útero, o que pode levar a infecções graves;
  • Comportamento autopunitivo;
  • Transtorno alimentar;
  • Embolia pulmonar;
  • Insuficiência cardíaca.

Problemas psicológicos causados por abortos provocados

As pesquisas ainda apontam o aumento de problemas psicológicos, tais como:

  • Sentimentos de remorso e de culpa - 79% das mulheres consultadas tiveram culpabilidade e incapacidade de perdoar a si mesmas;
  • Depressão e oscilações de ânimo - 40% dos casos de aborto levam à depressão;
  • Choro desmotivado, medos e pesadelos - 67% das mulheres que provocaram um aborto relataram-se emocionalmente sobrecarregadas;
  • Abuso de drogas, estando 5x mais propensas ao uso de drogas ilícitas;

Em todos os procedimentos de aborto provocado o resultado é o mesmo: a morte de um ser humano. Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado. 

A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 

A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica:

“O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”.

Relacionados

Todos

Exclusivo para membros

Ver mais