A entrada é silenciosa e tensa.
Logo nos primeiros passos na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, o apresentador percebe que não está em um território comum.
A comunidade, que começou a se formar nos anos 1940 e cresceu vertiginosamente nas décadas seguintes, transformou-se em um labirinto urbano onde regras próprias ditam a convivência.
Ainda na chegada, homens de gorro azul e fuzis pendurados no peito observam cada movimento.
Para moradores, a cena já faz parte da rotina. Para quem vem de fora, é um choque imediato. O comunicador decide usar uma câmera escondida. Falar alto é arriscado. Filmar, proibido.

A Rocinha é um emaranhado de becos estreitos, escadarias quase verticais, com alguns degraus que chegam a 35 centímetros de altura, e fios elétricos improvisados que cruzam o céu como teias. A iluminação pública é precária. As casas se espremem umas contra as outras.
Apesar do cenário caótico, a vida pulsa. Bares lotados, restaurantes improvisados nas lajes, mercadinhos, salões de beleza. A economia informal funciona com uma intensidade surpreendente.

Quem manda ali?
A ordem local não é garantida pelo Estado. A facção Comando Vermelho mantém controle rígido do território.
Roubos são proibidos. Conflitos internos são punidos. A polícia raramente entra sem operações de grande porte. Dentro da comunidade, vigora um sistema de regras próprias.
O youtuber caminha com cautela. Para se locomover, sobe escadarias exaustivas ou pega motos que buzinam sem parar nas ladeiras íngremes. Carros são raros e praticamente inviáveis naquele traçado urbano.






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