As principais notícias todos os dias em seu e-mail
Garanta o próximo envio:
00
D
00
H
00
M
00
S
February 26, 2026
RECEBER DE GRAÇA
2026-02-26 6:00 pm
This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
Brasil
3
min de leitura

Youtuber gringo viraliza ao gravar dentro da favela da Rocinha e entrevistar traficante

Com câmera escondida e falando em voz baixa, ele percorre becos dominados pelo Comando Vermelho e revela como até as rotas turísticas são vigiadas por traficantes.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
25/2/2026 11:11
O estrangeiro grava de forma clandestina enquanto conversa com um integrante do Comando Vermelho dentro da Rocinha.

A entrada é silenciosa e tensa.

Logo nos primeiros passos na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, o apresentador percebe que não está em um território comum. 

A comunidade, que começou a se formar nos anos 1940 e cresceu vertiginosamente nas décadas seguintes, transformou-se em um labirinto urbano onde regras próprias ditam a convivência.

Ainda na chegada, homens de gorro azul e fuzis pendurados no peito observam cada movimento. 

Para moradores, a cena já faz parte da rotina. Para quem vem de fora, é um choque imediato. O comunicador decide usar uma câmera escondida. Falar alto é arriscado. Filmar, proibido.

Sem espaço para carros, o apresentador percorre as ladeiras íngremes da Rocinha em uma moto, principal meio de transporte nas vielas estreitas da comunidade.

A Rocinha é um emaranhado de becos estreitos, escadarias quase verticais, com alguns degraus que chegam a 35 centímetros de altura, e fios elétricos improvisados que cruzam o céu como teias. A iluminação pública é precária. As casas se espremem umas contra as outras.

Apesar do cenário caótico, a vida pulsa. Bares lotados, restaurantes improvisados nas lajes, mercadinhos, salões de beleza. A economia informal funciona com uma intensidade surpreendente.

Moradores participam de uma roda de capoeira na Rocinha, manifestação cultural reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Quem manda ali?

A ordem local não é garantida pelo Estado. A facção Comando Vermelho mantém controle rígido do território.

Roubos são proibidos. Conflitos internos são punidos. A polícia raramente entra sem operações de grande porte. Dentro da comunidade, vigora um sistema de regras próprias.

O youtuber caminha com cautela. Para se locomover, sobe escadarias exaustivas ou pega motos que buzinam sem parar nas ladeiras íngremes. Carros são raros e praticamente inviáveis naquele traçado urbano.

A entrevista que quase não foi ao ar

O momento mais delicado ocorre em uma conversa clandestina com membros da facção. Sobre a mesa, uma bala de fuzil repousa como objeto comum.

Um ex-integrante relata sua trajetória: entrou no crime aos 13 anos, começou a vender drogas aos 14, passou a juventude entrando e saindo da prisão. O discurso é direto: “o crime não compensa.”

Ele descreve a ilusão do dinheiro fácil, das festas e do poder momentâneo. E o preço: famílias destruídas, mães chorando à noite, pais procurando filhos nos becos. 

Segundo ele, a ausência do Estado abre espaço para o tráfico ocupar funções que deveriam ser públicas. 

Também acusa operações policiais de abusos, dizendo que mortes durante incursões deixam órfãos que acabam recrutados pelo próprio crime.

O clima fica pesado. A tensão aumenta. Diante de olhares desconfiados e mudanças bruscas de postura dos interlocutores, o apresentador encerra a gravação e deixa o local.

A Rocinha que os turistas veem e a que não veem

Após a entrevista, o vídeo mostra outra face da comunidade, acompanhado por um guia argentino chamado David. 

Ele explica que turistas percorrem rotas combinadas previamente. Certas ruas são liberadas para visitação; outras, onde homens armados circulam, ficam fora do trajeto.

Do alto do morro, a vista é impressionante: Ipanema, Copacabana, o mar aberto. Um cartão-postal em 360 graus.

Acompanhado por um guia local, o estrangeiro observa a vista panorâmica da Rocinha, de onde é possível enxergar cartões-postais como Ipanema e Copacabana.

Mas a rotina inclui também o risco constante de balas perdidas capazes de atravessar paredes. A Rocinha não é formada apenas por pessoas marginalizadas. 

Muitos trabalhadores comuns vivem ali porque não conseguem arcar com os preços do mercado imobiliário formal da cidade.

No meio da complexidade social, a cultura resiste. Em uma das vielas, meninas praticam capoeira com impressionante agilidade.

A Capoeira, mistura de dança e arte marcial criada entre os séculos XVIII e XIX, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO e simboliza resistência histórica.

Da tensão ao samba

Para encerrar a jornada, o vídeo segue para a Pedra do Sal, no centro histórico da cidade. O local, que no passado foi ponto de comércio de escravos, hoje é reduto de samba e encontro popular, especialmente às segundas-feiras.

As ruas ficam tão cheias que mal se consegue caminhar. Música alta, vendedores organizados com maquininhas de cartão, negociações improvisadas, doses de tequila servidas na rua com limão e sal.

Depois da tensão da favela, a noite revela outra face do Rio: vibrante e intensa.

O vídeo termina com essa dualidade: risco e beleza, abandono e criatividade, medo e celebração. 

Elementos que ajudam a explicar por que a gravação viralizou. Não apenas pelo perigo, mas pelo retrato cru de uma realidade complexa que raramente aparece sem filtros.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais