Uma ação coordenada entre Ministério Público, polícias e órgãos de fiscalização bloqueou mais de R$1 bilhão em bens de investigadas por associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta quinta-feira (28).
Batizada de Carbono Oculto, a operação investigou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. As apurações revelaram também a presença da facção em fundos de investimento e empresas do ramo.
De acordo com o senador Sérgio Moro (União-PR), a operação contra o PCC também contou a atuação conjunta de órgãos públicos para enfrentar os grupos criminosos.
“Essa operação contra o PCC confirma que a integração e a atuação conjunta entre os órgãos públicos é essencial no combate ao crime organizado. Foi a mesma estratégia da Lava Jato que os bandidos e seus aliados tentaram insistentemente demonizar”.
A ação teve como alvo um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.
A ofensiva reuniu:
A operação mobilizou 1.400 agentes para cumprir 200 mandados de busca e apreensão em 350 locais espalhados por dez estados.
Segundo a Receita Federal, o grupo usava fintechs e fundos de investimento para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio.
Foram identificados 40 fundos multimercado e imobiliários controlados pela facção. Eles teriam financiado a compra de um terminal portuário, quatro usinas de álcool, 1.600 caminhões de transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis.
Localizada a 313 km da capital paulista, Ribeirão Preto foi apontada como núcleo financeiro do esquema. Só na cidade foram cumpridos 23 mandados judiciais.
As investigações também revelam a compra de seis fazendas no interior paulista, avaliadas em R$31 milhões, além de uma residência em Trancoso (BA) adquirida por R$ 13 milhões.
No total, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$1 bilhão em bens de pessoas ligadas ao PCC.
O setor de combustíveis representa cerca de 10% do PIB brasileiro e emprega diretamente 1,6 milhão de pessoas.
Com uma arrecadação tributária anual de R$130 bilhões, tornou-se um alvo atraente para o crime organizado.
A estratégia do PCC era dominar parte dessa estrutura, lavando dinheiro e adquirindo influência política por meio de lobistas.
Ao todo foram emitidos 14 mandados de prisão preventiva, sendo que ao menos 5 já haviam sido cumpridos até as 10 da manhã.
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