Pete Hegseth tem acabado com políticas identitárias e exigido mais do físico dos militares americanos.

Desde que assumiu o comando do Departamento de Defesa dos EUA, Pete Hegseth tem defendido padrões físicos mais rígidos para as Forças Armadas americanas.
Ele chegou a afirmar que não vai mais aceitar "generais gordos" e passou a cobrar exames de testosterona dos militares.
Agora, o secretário anunciou mais um passo nessa política, soldados poderão receber terapia de reposição hormonal caso apresentem baixos níveis de testosterona.
O programa prevê que militares a partir dos 30 anos façam exames anuais para medir os níveis do hormônio.
Se a deficiência for constatada, o tratamento será oferecido de forma voluntária. Militares com menos de 30 anos também poderão solicitar o exame, caso desejem.
Hegseth afirmou que o objetivo é garantir que os soldados mantenham condições físicas consideradas ideais para cumprir suas missões:
"É um fato cientificamente comprovado que, à medida que envelhecemos, os níveis de testosterona frequentemente diminuem de forma natural", disse em uma mensagem em vídeo.
Segundo ele, a reposição hormonal poderá ajudar a garantir que os militares tenham "os níveis adequados de testosterona para atuar com o máximo desempenho".
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A decisão não surgiu de forma isolada, Hegseth tem defendido uma mudança na cultura das Forças Armadas americanas.
Quando chegou ao comando do Pentágono, ele disse que acabaria com todas as políticas woke do governo anterior.
Em setembro do ano passado, durante um encontro com comandantes militares em Quantico, na Virgínia, ele declarou que não haveria "mais barbudos".
Em se discurso de posse, Hegseth falou em implementar testes regulares de aptidão e critérios rígidos de altura e peso para todos os postos, defendendo parâmetros:
“Se as mulheres conseguem, excelente. Se não, é o que é. Isto também significará que os homens fracos não se qualificarão, porque não estamos a jogar. Isto é combate. Isto é vida ou morte.”
Hegseth também criticou o que chamou de “distrações ideológicas” e afirmou que vai acabar com medidas ligadas à esquerda:
“Chega de meses da identidade, escritórios de diversidade, homens usando vestidos. Chega de adoração às mudanças climáticas. Chega de divisão, distração ou ilusões de gênero, chega de lixo.”
Ele também defendeu as demissões recentes de oficiais conhecidos por ligações com pautas identitárias, inclusive o chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown, e da almirante Linda Faga.