Defesa de Marcola contesta a operação que prendeu Deolane Bezerra
Influenciadora foi detida por suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC.

Um dos criminosos mais conhecidos no país, Marcola é apontado pela Justiça como uma das principais lideranças do PCC.
Agora, seus advogados contestam uma investigação sobre lavagem de dinheiro da facção que incluía a influenciadora Deolane Bezerra, segundo o portal Metrópoles.
O advogado Bruno Ferullo apresentou nesta semana a resposta à acusação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) na Operação Vérnix.
Ele defende Marcola e três parentes dele que também foram alvos da ação policial em maio.
Segundo Ferullo, as irregularidades apontadas comprometem a validade dos atos do processo. Além disso, ele afirmou que algumas provas ainda não foram entregues:
“A defesa também requereu acesso aos elementos da investigação que ainda não lhe foram disponibilizados, além de outras diligências que considera necessárias ao esclarecimento dos fatos e ao exercício do contraditório e da ampla defesa”.
A defesa aguarda a manifestação do Ministério Público e a análise dos pedidos pelo juiz.
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Entenda a relação de Deolane com o caso
A advogada e influenciadora Deolane Bezerra estava entre os alvos da Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, a investigação apura uma estrutura usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos.
A polícia acusa a influenciadora de ter recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos de R$ 10 mil entre 2018 e 2021.
Além disso, quase R$ 716 mil foram enviados em mais de 50 depósitos para duas empresas da influenciadora.
Oficialmente, os repasses foram feitos por um homem que mora na Bahia e ganha cerca de um salário mínimo por mês.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas relacionadas a Deolane. Também foram apreendidos veículos de luxo e imóveis ligados aos investigados.
A operação teve origem em uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes da facção na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Os documentos continham referências a ordens internas do PCC, movimentações financeiras e até possíveis ataques contra agentes públicos.
Entre as anotações, investigadores encontraram menções a uma “mulher da transportadora”, o que levou a polícia a investigar uma empresa de cargas localizada próxima ao presídio.
Segundo a apuração, a transportadora teria se tornado um dos principais braços financeiros do esquema.
As investigações avançaram após a Operação Lado a Lado, em 2021. A apreensão do celular de um operador da facção revelou mensagens sobre divisão de lucros, movimentações bancárias e ordens atribuídas à cúpula do PCC.
Foi a partir desse material que o nome de Deolane passou a aparecer na investigação.
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