Alckmin é um dos cotados para ser ministro da Segurança Pública
Ex-governador enfrenta acusações graves sobre seu trabalho na área durante o governo estadual.

Desde o retorno de Lula à presidência em 2023, seu vice, Geraldo Alckmin, ocupou um cargo-chave no governo na pasta da Indústria.
Na iminência de um quarto mandato do petista, o ex-governador de São Paulo é um dos principais cotados para ocupar o novo Ministério da Segurança Pública.
Durante uma live com Janones na quinta-feira (5), o presidente afirmou que vai fazer uma Medida Provisória para criar mais um ministério.
A pasta faz parte de suas promessas de campanha e tem como objetivo enfrentar o crime organizado, que já controla boa parte do país.
Em março de 2026, um levantamento do Datafolha afirmou que 41% dos brasileiros vivem sob controle do crime organizado. Isso representa 68,7 milhões de pessoas.
O número só tem disparado desde o primeiro levantamento, que registrou 28,5 milhões de pessoas em 2024.
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Alckmin enfrenta acusações na segurança pública
Segundo a Veja, policiais federais e agentes da PRF olham com bons olhos a possibilidade de Alckmin estar à frente do ministério.
Na visão deles, o cargo deveria ser ocupado por alguém com capacidade política, para poder negociar com os governadores.
Apesar disso, os críticos do ex-governador acusam Alckmin de ter autorizado um acordo com o PCC na época em que estava à frente do estado.
O Estadão chegou a reforçar as acusações em uma reportagem de 2015, repercutida pela Globo.
O texto contou com o depoimento do delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que supostamente teria presenciado uma reunião entre autoridades e membros da facção.
A reunião envolveu o Marcola e teria acontecido no presídio de Presidente Bernardes, durante os ataques dos criminosos contra agentes de segurança.
Na época em que a reportagem foi ao ar, Alexandre de Moraes, então secretário de Segurança, desmentiu:
“Nós não fazemos nenhum acordo com bandido. Nós não fazemos acordo com criminoso, sejam eles de facções criminosas, sejam eles de não facções criminosas. Então, não há nenhum acordo, não houve nenhum acordo, e não haverá enquanto for o governador Geraldo Alckmin e eu for secretário de Segurança”.
Ministro também é cotado para a Fazenda
Enquanto o nome do vice-presidente aparece como um dos cotados para a pasta da Segurança, aliados gostariam de vê-lo em outro lugar.
Segundo o Valor Econômico, membros do governo acreditam que ele poderia tranquilizar o mercado como ministro da Fazenda.
Isso principalmente por conta de seu histórico à frente das contas públicas de São Paulo.
Ao longo de suas gestões, o estado passou por duros ajustes fiscais, com cortes na máquina pública e redução no ritmo de investimento.
Sua indicação passaria a mensagem de que o governo estaria disposto a fazer medidas impopulares em uma gestão mais responsável.
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