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Política•5 min de leitura

O que foi o caso Ana Clara? Lula usou episódio para atacar Flávio Bolsonaro

Senador defendeu policial acusado de disparo que causou morte de menina durante operação em favela de Niterói.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Entenda o caso de Ana Clara e a relação com Flávio Bolsonaro
Fonte da imagem: Band

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Durante o debate entre os candidatos do segundo turno realizado neste domingo (18), Lula voltou a falar sobre o caso Ana Clara.

O presidente afirmou que seu opositor defendeu o policial responsável pela morte da menina de cinco anos. 

O episódio aconteceu em 2021, durante uma  operação policial na comunidade Monan Pequeno, em Niterói.

"Você era senador da República e foi interferir para que um policial que matou uma criança de cinco anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?", questionou o presidente.

Flávio Bolsonaro respondeu dizendo o que criminalizar o exercício da advocacia e afirmou que o policial ainda não havia sido julgado:

"Nem teve julgamento, você já condenou o cara", disse o candidato.

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O que aconteceu com Ana Clara?

Ana Clara Gomes Machado tinha cinco anos quando foi atingida por um disparo em 2 de fevereiro de 2021.

Segundo os relatos reunidos sobre o caso, a menina havia acabado de acordar e brincava na calçada de casa quando foi baleada. Seu irmão, de dois anos, também estava no local.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, os disparos partiram do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli, integrante do 12º Batalhão da Polícia Militar.

O policial foi denunciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar ou quando o autor assume o risco de provocar o resultado.

Bruno Delarolli afirmou que atuava em uma situação de confronto com criminosos armados.

O militar chegou a ser preso em flagrante, mas passou a responder ao processo em liberdade a partir de novembro de 2021.

A participação de Flávio Bolsonaro começou em 2024, quando o senador passou a integrar a equipe de defesa do policial.

Naquele momento, a Justiça já havia determinado que Bruno Delarolli fosse submetido ao Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.

Flávio  entrou no caso depois que do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um recurso para impedir o julgamento pelo júri popular.

O senador assinou um novo recurso para contestar essa decisão. Outras medidas judiciais também foram apresentadas, mas a determinação de levar o policial a julgamento foi mantida.

Até outubro de 2026, porém, mais de cinco anos após a morte de Ana Clara, o julgamento ainda não havia ocorrido.

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