Segurança pública5 min de leitura

Entenda a operação que prendeu Deolane Bezerra e mirou Marcola

Investigação aponta para participação da influenciadora em esquema de lavagem de dinheiro do PCC .

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
deolane e marcola foram alvo de operação contra lavaem de dinheiro do pcc
Fonte da imagem: Reprodução

Receba notícias gratuitamente em seu email

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa pela polícia na manhã desta quinta-feira (21). 

Ela estava entre os alvos da Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, a investigação apura uma estrutura usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos

A polícia acusa a influenciadora de ter recebido mais de R$1 milhão em depósitos de R$10 mil entre 2018 e 2021

Além disso, quase R$716 mil foram enviados em mais de 50 depósitos para duas empresas da influenciadora.

Oficialmente, os repasses foram feitos por um homem que mora na Bahia e ganha cerca de um salário mínimo por mês.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$27 milhões em contas relacionadas a Deolane

Também foram apreendidos veículos de luxo e imóveis ligados aos investigados

A relação de Marcola com o caso

A operação também mira familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como principal líder do PCC.

Marcola teve mandado cumprido dentro do sistema prisional, assim como seu irmão, Alejandro Camacho.

Segundo os investigadores, familiares de Marcola atuariam na transmissão de ordens e na gestão patrimonial da estrutura financeira investigada.

A polícia afirma que Paloma Camacho, sobrinha do líder da facção, seria responsável por repassar orientações recebidas durante visitas para operadores financeiros fora da prisão. 

Ela foi detida em Madri, na Espanha, com uma ação que contou com o apoio das autoridades do país.

Outro sobrinho de Marcola, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, é considerado foragido e teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações também apontam que um operador financeiro conhecido como “Player” coordenava transferências, divisão de valores e indicação de contas usadas nas movimentações suspeitas.

[LEADS] Brasil Evangélico

Como a Polícia chegou a Deolane?

A operação teve origem em uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes da facção na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. 

Os documentos continham referências a ordens internas do PCC, movimentações financeiras e até possíveis ataques contra agentes públicos.

Entre as anotações, investigadores encontraram menções a uma “mulher da transportadora”, o que levou a polícia a investigar uma empresa de cargas localizada próximo ao presídio

Segundo a apuração, a transportadora teria se tornado um dos principais braços financeiros do esquema.

As investigações avançaram após a Operação Lado a Lado, em 2021. A apreensão do celular de um operador da facção revelou mensagens sobre divisão de lucros, movimentações bancárias e ordens atribuídas à cúpula do PCC.

Foi a partir desse material que o nome de Deolane passou a aparecer na investigação.

Esse caso é mais um exemplo de como o crime organizado conseguiu se infiltrar nas mais diversas camadas da sociedade.

A Brasil Paralelo investigou como as facções se tornaram cada vez mais poderosas e influentes no país em meio a uma crise de segurança com o documentário Entre Lobos

Clique aqui e garanta seu acesso a essa e todas as produções originais da Brasil Paralelo por apenas R$10,90 por mê

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico