Política5 min de leitura

Julgamento histórico no STF: veja o resumo do que aconteceu até agora

Ministros se declararam impedidos, questionaram decisões de Fachin e protagonizaram embates duros ao longo da manhã.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Plenário do STF em 15/09/2026
Fonte da imagem: STF

Receba notícias gratuitamente em seu email

Próximo envio em
18h
12m
45s

O STF vive hoje um dos julgamentos mais tensos dos últimos tempos. A sessão começou com um pedido de serenidade, mas logo vieram declarações de impedimento e críticas a decisões do presidente Edson Fachin.

Também houve embates entre Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Luiz Fux.

 Reunimos abaixo os principais momentos até agora.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo. 

Resumo de tudo o que vimos nesta manhã na sessão do STF

  • Edson Fachin abriu a sessão pedindo equilíbrio e serenidade aos ministros. Antes do início dos votos, apresentou o histórico do caso e delimitou o que será analisado pelo STF.

  • Fachin leu a defesa de Alexandre de Moraes. Moraes se declarou inocente, afirmou que foi criada uma “farsa” sobre um suposto vazamento de informações que teria favorecido o Banco Master e disse nunca ter julgado assuntos ligados à instituição. Também afirmou estar sendo perseguido por motivos políticos.

  • Kassio Nunes Marques fez um esclarecimento sobre as suspeitas envolvendo seu filho. Disse que ele nunca prestou serviços ao Banco Master e afirmou que a quebra de sigilo não encontrou elementos que comprometessem sua isenção.

  • Pouco depois, Nunes Marques se declarou impedido e deixou de participar do julgamento.

Acompanhe ao vivo>>

  • Dias Toffoli se declarou suspeito, alegando “motivo de foro íntimo”. Disse agir por coerência com manifestações anteriores, mas afirmou que permaneceria no plenário e poderia usar a palavra caso julgasse necessário.

  • Flávio Dino e Edson Fachin tiveram o primeiro atrito da sessão. Dino falou mesmo sem autorização do presidente do STF e sustentou que o Regimento Interno lhe garantia o direito de se manifestar.

  • Gilmar Mendes entrou na discussão e disse concordar com a interpretação de Dino sobre o uso da palavra.

  • Dino voltou a questionar Fachin sobre as relatorias. Afirmou que André Mendonça ainda aparecia como relator na pauta e criticou a decisão do presidente do STF. “A sua capa é igual à minha”, disse Dino, ao argumentar que Fachin não poderia destituir relatores.

  • Fachin reagiu à crítica e pediu cautela ao uso do termo “avocatória”, lembrando que esse tipo de instrumento está associado a regimes autoritários. Disse que não havia destituído nenhum relator. “Vossa Excelência mandou parar os processos”, rebateu Dino. Fachin respondeu lendo o trecho do Regimento Interno que, segundo ele, sustentava sua decisão.

  • André Mendonça falou pela primeira vez na sessão.

  • Pouco depois, Flávio Dino citou um vídeo de Fábio Porchat, disse que era “muito bom” e sugeriu que Fachin assistisse. “Eu não tive tempo, fiquei lendo os ofícios”, respondeu o presidente do STF.

  • Gilmar Mendes criticou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção da Polícia Federal. “Afastar o diretor da PF é como afastar o diretor da NASA”, afirmou. Segundo Gilmar, a medida demonstrava “uma falta de noção” de uma gravidade que ele jamais havia visto.

  • Luiz Fux rebateu Gilmar Mendes e defendeu a decisão de André Mendonça. “O que não pode é a PF trabalhar contra o Poder Judiciário”, afirmou.

  • Fux também disse a Gilmar: “Eu me lembro de quando Vossa Excelência atravessou a avenida e pediu a demissão de um diretor da Polícia Federal”.

  • Alexandre de Moraes falou pela primeira vez na sessão e protagonizou embates com André Mendonça.

  • Em um deles, Mendonça afirmou: “Isso é mentira”. Moraes respondeu: “Então vamos chamar as testemunhas?”

  • Na sequência, Moraes acusou Mendonça de favorecer um grupo político envolvido em uma tentativa de golpe contra o país. Mendonça afirmou que responderia quando chegasse seu momento de falar.

  • Em outro momento, Moraes afirmou que “até as pedras sabem” que há um “inequívoco viés político e eleitoral” na investigação sobre o caso Master. Mendonça reagiu: “Vossa Excelência está sendo leviano”.

  • Gilmar Mendes também criticou a atuação de Mendonça e afirmou: “Se trata de um pixuleco, um boneco eleitoral”, ao comentar a atuação do ministro e a reação das ruas.

  • No fim da manhã, Fachin informou que, a partir das 13h, os canais precisariam interromper a transmissão por causa do horário eleitoral, enquanto os ministros continuariam falando.

  • “Poderia tornar isso perene”, reagiu Flávio Dino.

  • Fachin decidiu então interromper a sessão, evitando que o julgamento continuasse sem transmissão ao público.

Acompanhe ao vivo no canal da Brasil Paralelo. A transmissão volta em breve.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[VENDA] BP 10 ANOS
[VENDA] BP 10 ANOS