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Política5 min de leitura

Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro por crise no STF

Ministra criticou a espetacularização da Corte e disse que queria ter feito mais para evitar esse cenário.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Cármen Lúcia pediu desculpas por escândalos no STF
Fonte da imagem: STF

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Próximo envio em
17h
07m
21s

Após bate boca e briga no STF, o ministro Flávio Dino pediu vistas no julgamento que pode abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes.

Cármen Lúcia e Fux adiantaram seus votos sobre a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes.

O pedido coloca que o caso contra Moraes deveria ser julgado juntamente com o de Mendonça por abuso de autoridade e a relatoria deveria ser sorteada.

Enquanto trazia seu voto, a ministra criticou a espetacularização e politização da Corte ao longo dos últimos anos.

Ela também pediu desculpas aos colegas do STF por não conseguir ajudar a pacificar a situação:

Se eu como juíza desta casa devesse ter me conduzido com uma postura diferente para poder ter ajudado mais para evitar isso, eu estou pedindo desculpas a vossa excelência, eu estou pedindo desculpas aos colegas por não ter ajudado a que a gente superasse isso de uma maneira mais hábil”.

Em seguida, ela pediu desculpas ao povo brasileiro por não ter evitado a situação a chegar à forma como está:

Peço desculpas ao povo brasileiro, por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos queríamos a mesma coisa, tentar resolver e as questões não foram resolvidas e cresceram demais”. 

Assista à votação completa ao vivo abaixo:

Qual a relação de Moraes com o escândalo Master?

O plenário está avaliando se aceita ou não abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por conta de seu envolvimento com o escândalo do Banco Master.

As mensagens divulgadas pelo ministro André Mendonça revelaram uma relação íntima entre Moraes e Vorcaro, além de mais detalhes sobre o contrato de R$131 milhões entre o escritório da esposa do ministro.

Como ministros do Supremo possuem foro por prerrogativa de função, uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes precisa ser aprovada pelo próprio STF.

Uma decisão da Corte também poderia determinar o afastamento cautelar do ministro, assim como uma eventual punição administrativa.

No entanto, isso depende de investigações mais aprofundadas direcionadas contra o ministro.

Entenda melhor a relação do ministro com o banqueiro no especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

[VENDA] ÚLTIMA CRUZADA
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