Para o ministro, o pedido de investigação não está acontecendo de acordo com o devido processo legal.

Em meio ao julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes, Flávio Dino defendeu que a Corte deve atuar de maneira “isonômica”.
O termo é o princípio jurídico segundo o qual todos devem ser tratados com igualdade pela Lei.
No contexto, Dino afirmou que o caso contra Moraes estava sendo realizado de maneira errada e questionou a relatoria pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Para o ministro, prosseguir dessa maneira abriria espaço para que a população pudesse interpretar o caso como um “acerto de contas” contra Moraes.
Ele apresentou uma série de possíveis responsáveis por querer o mal de Moraes, em uma lista longa.
“Alexandre está aqui por que? Se não adotarmos uma resposta isonômica vai parecer, para as pessoas que estão fora, que está havendo uma espécie de acerto de contas: porque Elon Musk não gostou, porque o Trump não gostou, porque os autores do homicídio de Marielle não gostaram, porque os facínoras do 8 de janeiro não gostaram, porque um ou outro acham que ele tinha que ser punido na Magnitsky, porque não gostaram da atuação dele no TSE”.
Para Dino, o processo legal precisa ser aplicado de maneira rigorosa para impedir que os “juízes do senso comum” tomem as decisões jurídicas.
Assista à votação completa ao vivo abaixo:
O plenário está avaliando se aceita ou não abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por conta de seu envolvimento com o escândalo do Banco Master.
As mensagens divulgadas pelo ministro André Mendonça revelaram uma relação íntima entre Moraes e Vorcaro, além de mais detalhes sobre o contrato de R$131 milhões entre o escritório da esposa do ministro.
Como ministros do Supremo possuem foro por prerrogativa de função, uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes precisa ser aprovada pelo próprio STF.
Uma decisão da Corte também poderia determinar o afastamento cautelar do ministro, assim como uma eventual punição administrativa.
No entanto, isso depende de investigações mais aprofundadas direcionadas contra o ministro.
Entenda melhor a relação do ministro com o banqueiro no especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo: