Ministro acusa Mendonça de liberar apenas parte do material e pede que Fachin determine a abertura completa das investigações.

A abertura do caso Master durou poucas horas sem uma nova disputa dentro do STF.
Depois de André Mendonça retirar o sigilo de parte das investigações, o ministro Moraes afirmou que 180 documentos continuaram fora do material liberado.
Ele enviou um pedido a Edson Fachin para que todo o conteúdo seja aberto e afirmou que Mendonça escolheu quais informações seriam divulgadas, tornando público apenas o que considerou conveniente.
Ao todo, 15 procedimentos tiveram o sigilo retirado. Moraes afirma, porém, que a liberação foi apenas parcial.
Dos 4.514 documentos registrados nesses casos, 4.334 ficaram disponíveis.
Os outros 180 permaneceram de fora.
Moraes diz que isso dificulta a análise completa do que foi encontrado pela Polícia Federal.
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A disputa não termina no sigilo.
Fachin marcou para terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da PF que aponta uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Moraes agora quer que outra investigação também seja analisada no mesmo dia.
Ela reúne questionamentos sobre a atuação de André Mendonça em investigações conduzidas pela PF.
Para Moraes, os dois casos estão ligados e não deveriam ser julgados separadamente.
Ele também pediu que ministros citados nos documentos possam prestar esclarecimentos.
A abertura parcial do caso Master havia sido determinada por Mendonça na noite de quinta-feira (10), a pedido de Fachin.
Mesmo assim, algumas frentes permaneceram sob sigilo, entre elas apurações relacionadas ao senador Jaques Wagner e ao financiamento do filme Dark Horse.
Agora, Moraes quer que Fachin determine a divulgação de todo o material.
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