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Moraes reage à abertura do caso Master e diz que 180 documentos ficaram de fora

Ministro acusa Mendonça de liberar apenas parte do material e pede que Fachin determine a abertura completa das investigações.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Alexandre de Moraes
Fonte da imagem: STF

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A abertura do caso Master durou poucas horas sem uma nova disputa dentro do STF.

Depois de André Mendonça retirar o sigilo de parte das investigações, o ministro Moraes afirmou que 180 documentos continuaram fora do material liberado.

Ele enviou um pedido a Edson Fachin para que todo o conteúdo seja aberto e afirmou que Mendonça escolheu quais informações seriam divulgadas, tornando público apenas o que considerou conveniente.

Ao todo, 15 procedimentos tiveram o sigilo retirado. Moraes afirma, porém, que a liberação foi apenas parcial.

Dos 4.514 documentos registrados nesses casos, 4.334 ficaram disponíveis.

Os outros 180 permaneceram de fora.

Moraes diz que isso dificulta a análise completa do que foi encontrado pela Polícia Federal.

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Moraes também quer que caso de Mendonça seja julgado

A disputa não termina no sigilo.

Fachin marcou para terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da PF que aponta uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Moraes agora quer que outra investigação também seja analisada no mesmo dia.

Ela reúne questionamentos sobre a atuação de André Mendonça em investigações conduzidas pela PF.

Para Moraes, os dois casos estão ligados e não deveriam ser julgados separadamente.

Ele também pediu que ministros citados nos documentos possam prestar esclarecimentos.

A abertura parcial do caso Master havia sido determinada por Mendonça na noite de quinta-feira (10), a pedido de Fachin.

Mesmo assim, algumas frentes permaneceram sob sigilo, entre elas apurações relacionadas ao senador Jaques Wagner e ao financiamento do filme Dark Horse.

Agora, Moraes quer que Fachin determine a divulgação de todo o material.

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