Presidente da Corte também citou a criação de um código de ética e prometeu uma resposta “firme, proporcional e rigorosa”.

O ministro Edson Fachin defendeu publicamente o fim do inquérito das fake news. A declaração acontece em meio às tensões entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão”.
Em seguida, listou quais são elas: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.
A declaração aconteceu enquanto Fachin decide como conduzir as acusações trocadas entre dois ministros do Supremo.
Nesta sexta-feira (4), ele mesmo retirou do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça. As acusações serão analisadas em outro procedimento sob a relatoria do próprio Fachin.
Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento de grupos políticos. As acusações envolvem a condução dos casos do Banco Master e das fraudes no INSS.
O pedido aconteceu após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento registra contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Fachin também deu 5 dias para a PGR e Mendonça se manifestarem sobre as acusações.
Fachin disse que os fatos ainda estão sendo apurados e afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que a gravidade da situação não permite “atalhos”.
“Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”.
Em resposta ao pedido de investigação, Mendonça pediu a Fachin o afastamento cautelar de Moraes.
Entenda o caso envolvendo o Banco Master e o STF:
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