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Grupos pró-vida marcham contra o aborto em São Paulo

Milhares de pessoas se reuniram para defender a vida desde a concepção. Relatos de mulheres mostram que existem outras opções quando a mãe deseja manter a gravidez.

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Redação Brasil Paralelo
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Fonte da imagem: Marcha pela Vida 2021 - Divulgação

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No último domingo, 13 de outubro, São Paulo recebeu a sétima edição da Marcha pela Vida Brasil contra o aborto, um evento que visa defender a vida desde a concepção até o seu fim natural. 

A caminhada foi organizada por grupos pró-vida com apoio da Igreja Católica e teve como foco a defesa da vida da mãe e do bebê.

O evento começou às 13h com uma missa celebrada por Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo, no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Salette, Zona Norte paulistana.

Após a celebração, os participantes seguiram em caminhada por cerca de 2 km até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira. O encerramento aconteceu com a recitação do terço, oração católica em devoção à virgem Maria.

Durante seu sermão, Dom Carlos Lema afirmou que a caminhada visava mostrar à cidade “a importância da família”. Celebrava também a “dignidade da vida humana”. 

“Quando se fala de uma criança como um peso, devemos reagir reforçando o amor de Deus por cada ser humano”, enfatizou em entrevista à TV Canção Nova. 

Dom Carlos Lema ressaltou a importância de defender ambas as vidas - da mãe e do bebê. 

"A igreja quer defender as duas vidas, por isso tem muitas instituições que trabalham precisamente para acompanhar as gestantes em risco", disse à mesma emissora. 

Sim à vida mesmo podendo abortar

A opção por seguir a gravidez foi uma das mais difíceis para Ana Carolina. Aos 13 anos, ela engravidou após ter sido vítima  vítima de violência sexual. Mesmo sob pressão para abortar, decidiu prosseguir com a gestação. 

"Eu lembro que eu tinha medo e não sabia muito o que estava acontecendo comigo, com o meu corpo e não sabia o que ia acontecer no futuro. Eu estava um pouco anestesiada assim pela situação, mas ainda assim eu sentia que eu precisava manter essa gravidez", contou em à TV Canção Nova. 

Hoje ela tem 26 anos e um filho de 14, que descreve como “maravilhoso”. 

Casos como o de Ana Carolina são tema de “Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos de aborto”, documentário da Brasil Paralelo. 

Grace Kelly também foi pressionada a abortar os filhos gêmeos. 

“As pessoas que eu confiava me abandonaram e só me ofereceram as opções de aborto, para matar os meus bebês dentro de mim”, contou.

Kelly foi acolhida pela Rede Colaborativa Brasil, que acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade. 

A Marcha pela Vida Brasil em São Paulo representou mais um passo de grupos ativistas na luta pelo direito à vida. 

Relatos de mulheres que foram pressionadas a abortar, mas seguiram com a gravidez demonstram que há opção para mulheres em situações vulneráveis.

O documentário  Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos de aborto” demonstra que essa realidade não é só possível, mas também viável.

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