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Atualidades
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Escritório de atual ministra do Tribunal Militar teria recebido R$ 700 mil de empresa citada em esquema do INSS

Empresa usada por “Careca do INSS” também transferiu R$ 595 mil ao escritório de ex-ministro do STJ.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
13/1/2026 11:42
Ricardo Stuckert/PR

Uma empresa apontada pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro no esquema de fraudes do INSS transferiu R$ 700 mil ao escritório de Verônica Abdalla Sterman, atual ministra do Superior Tribunal Militar (STM).

O pagamento foi feito sem existirem registros públicos de atuação jurídica da ministra em favor da ACX e TC Serviços de Tecnologia, empresa utilizada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

As informações constam em um Relatório de Inteligência Financeira elaborado pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e encaminhado à CPMI do INSS.

Segundo o relatório, a ACX realizou o pagamento em parcela única, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025. O período é anterior à posse de Verônica Sterman como ministra do STM, cargo para o qual foi nomeada pelo presidente Lula.

O dinheiro saiu de uma conta da empresa no Banco do Brasil, em São Caetano do Sul. Apenas essa conta movimentou mais de R$266 milhões em quatro meses, conforme o relatório do COAF.

Ministra foi apoiada por Gleisi Hoffmann e Alckmin

Segundo informações do Metrópoles, Verônica Sterman afirmou que o valor se refere à elaboração de três pareceres jurídicos de natureza criminal.

Ela também declarou não ter conhecimento de qualquer vínculo entre a ACX e o empresário Antônio Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central das investigações da Polícia Federal.

A trajetória profissional de Sterman é marcada por figuras de destaque no meio político. Entre seus clientes estiveram Gleisi Hoffmann, atual ministra das Relações Institucionais, o ex-ministro Paulo Bernardo e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Todos eles apoiaram sua indicação ao STM. Em 2024, Gleisi e Alckmin também defenderam seu nome para uma vaga no TRF-3, em São Paulo.

Sócios com Bolsa Família e capital milionário

Em 2018, no início de sua criação, a ACX estava registrada em nome de sócios que recebiam auxílio de programas sociais.

Um deles, Erika Nogueira Marques da Costa, registrou ser dona de metade do capital da empresa, valor em torno de R$50 milhões. Durante o mesmo período, ela recebeu o benefício do Bolsa Família.

O relatório do COAF aponta que a empresa repassou R$ 595 mil ao escritório do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro, após sua aposentadoria da Corte.

Assim como Sterman, não há registros de atuação judicial de Nefi Cordeiro em favor da empresa. No entanto, o ex-ministro declarou que o valor recebido se refere a prestação de serviços advocatícios.

Segundo a investigação, a ACX integrava o RCX Group, alvo da CPI das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados.

Até o momento, não houve pronunciamento dos representantes do grupo RCX para comentar as acusações.

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