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Diretor de universidade federal é condenado após discussão com trans sobre banheiro feminino

Em depoimento, Adripaulo Barros afirmou que apenas queria garantir a segurança das alunas que utilizavam o espaço.

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Rafael Lorenzo M. Barretti
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A Justiça Federal condenou o servidor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Adripaulo Barros a um ano de prisão por transfobia. Ele poderá responder em liberdade.

A sentença faz referência a uma discussão envolvendo a entrada de uma pessoa que se identifica como mulher trans no banheiro feminino da instituição.

O caso aconteceu em 2022 e terminou em uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF). 

Uma funcionária terceirizada que trabalhava na limpeza do banheiro e também foi denunciada, mas acabou absolvida

O MPF anunciou que não vai recorrer da decisão. Segundo as informações do processo, ela perdeu o emprego após o episódio.

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Funcionários tentaram impedir trans no banheiro feminino

A discussão começou quando a funcionária questionou a presença de Odara Moraes no banheiro feminino

Os autos do processo afirmam que a pessoa tinha características masculinas, mas usava saia e cropped.

Adripaulo era o diretor administrativo da Central de Aulas na época e foi chamado para intervir

Ele pediu que a aluna mostrasse uma autorização para usar aquele espaço, afirmando que se preocupava com a segurança das mulheres que utilizavam o banheiro:

Apenas usei do bom senso: vi um rapaz e orientei pelo que me parecia correto, por preocupação com as meninas”, relatou.

A aluna afirmou que não precisava apresentar nenhum documento e a conversa ficou mais tensa.

A funcionária responsável pela limpeza também participou do episódio. Em audiência, ela declarou acreditar que mulheres trans não deveriam utilizar o banheiro feminino.

Na sentença, o juiz Manuel Maia de Vasconcelos relacionou essa posição à “falta de letramento sobre questões de gênero”.

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Conheça o experimento que ajudou a difundir a identidade de gênero

Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão. 

Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina

Enquanto isso, o irmão gêmeo do bebê vivia uma infância normal, servindo como uma espécie de grupo controle para o experimento.

Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.

Essa história real inspirou o novo filme original da Brasil Paralelo, O menino que se chamava Brenda.

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