Em depoimento, Adripaulo Barros afirmou que apenas queria garantir a segurança das alunas que utilizavam o espaço.

A Justiça Federal condenou o servidor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Adripaulo Barros a um ano de prisão por transfobia. Ele poderá responder em liberdade.
A sentença faz referência a uma discussão envolvendo a entrada de uma pessoa que se identifica como mulher trans no banheiro feminino da instituição.
O caso aconteceu em 2022 e terminou em uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF).
Uma funcionária terceirizada que trabalhava na limpeza do banheiro e também foi denunciada, mas acabou absolvida.
O MPF anunciou que não vai recorrer da decisão. Segundo as informações do processo, ela perdeu o emprego após o episódio.
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A discussão começou quando a funcionária questionou a presença de Odara Moraes no banheiro feminino.
Os autos do processo afirmam que a pessoa tinha características masculinas, mas usava saia e cropped.
Adripaulo era o diretor administrativo da Central de Aulas na época e foi chamado para intervir.
Ele pediu que a aluna mostrasse uma autorização para usar aquele espaço, afirmando que se preocupava com a segurança das mulheres que utilizavam o banheiro:
“Apenas usei do bom senso: vi um rapaz e orientei pelo que me parecia correto, por preocupação com as meninas”, relatou.
A aluna afirmou que não precisava apresentar nenhum documento e a conversa ficou mais tensa.
A funcionária responsável pela limpeza também participou do episódio. Em audiência, ela declarou acreditar que mulheres trans não deveriam utilizar o banheiro feminino.
Na sentença, o juiz Manuel Maia de Vasconcelos relacionou essa posição à “falta de letramento sobre questões de gênero”.
Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão.
Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina.
Enquanto isso, o irmão gêmeo do bebê vivia uma infância normal, servindo como uma espécie de grupo controle para o experimento.
Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.
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